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Reunião da Alca é adiada pela segunda vez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reunião ministerial para discutir a formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), que iria se realizar neste mês, foi adiada pela segunda vez, devido a divergências no tocante a subsídios impostos pelos Estados Unidos à agricultura. A reunião, originalmente prevista para a cidade mexicana de Puebla nos dias 18 e 19 de março, já havia sido remarcada para os dias 22 e 23 de abril. Agora, não foi fixada uma nova data para o encontro. O anúncio foi feito durante uma reunião informal em Buenos Aires dos países e grupos de países que devem integrar a Alca, cujo lançamento continua sendo previsto para janeiro do ano que vem. No entanto, segundo analistas, os adiamentos e as dificuldades nas negociações podem acabar forçando a Alca a ser lançada em uma nova data. Crise O co-presidente do comitê de negociações da Alca e vice-representante de comércio dos Estados Unidos, Peter Allgeier, confirmou que a meta de janeiro de 2005 continua de pé, mas não escondeu sua decepção com o resultado do último encontro para discutir a formação do bloco. “Obviamente, nós teríamos gostado de ter completado nosso trabalho neste encontro (em Buenos Aires), mas isso está provando ser algo simplesmente difícil”, disse Allgeier à agência de notícias Associated Press. O outro co-presidente do comitê, o brasileiro Adhemar Bahadian, negou à agência France Presse que exista uma crise no processo de criação da Alca. “Em realidade, não existe crise”, explicou. “Nós estamos trabalhando com cuidado para fazer progresso e logo vamos ter resultados positivos.” Os Estados Unidos querem que a discussão sobre os subsídios que concede aos seus agricultores seja feita na rodada de negociações de livre comércio da OMC (Organização Mundial do Comércio), não na da Alca. Mas o Brasil e os demais países do Mercosul estão exigindo que o tema esteja debatido também nas negociações para formação do mercado comum das Américas. “Para que serve uma área de livre comércio no hemisfério se os efeitos negativos de subsídios às exportações agrícolas persistem?”, disse Regis Arslanian, membro da delegação de negociadores brasileira à France Presse. |
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