|
Reunião da Alca no México termina sem acordo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes de 34 países das Américas fracassaram em uma nova tentativa de alcançar um acordo na reunião da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) que se realizou em Puebla, no México. "As negociações chegaram a um impasse (...) nós não chegamos a um acordo para um texto", disse à agência de notícias Associated Press o negociador argentino Martin Redrado. A reunião, que tinha como objetivo estabelecer um cronograma para as negociações comerciais tendo em vista o prazo de janeiro de 2005 para o lançamento da Alca, teria fracassado devido a divergências entre o grupo de países do Mercosul, liderado pelo Brasil, e um grupo de 14 países liderado pelos Estados Unidos. A principal área de discórdia teria sido a agrícola, com o grupo do Brasil criticando os Estados Unidos por não negociar a queda de subsídios no setor. Um comunicado da delegação brasileira divulgado depois da reunião diz que "as delegações demonstraram boa vontade para alcancar nosso propósito comum de conduzir com êxito o processo Alca à sua fase final de negociações". Miami Um representante da delegação disse à BBC que foi importante a atuação do Mercosul. "Ela foi muito coesa, mas infelizmente a delegação lamentou que não se tenha avançado na questão agrícola", disse. A reunião, que tinha como objetivo estabelecer um cronograma para as negociações comerciais tendo em vista o prazo de janeiro de 2005 para o lançamento da Alca, teriam fracassado devido a um impasse entre o grupo de países do Mercosul, liderado pelo Brasil, e um grupo de 14 países liderado pelos Estados Unidos. O encontro procurou avançar na proposta de Alca à qual se chegou na reunião dos países do continente em Miami, em novembro passado. Na ocasião, foi aprovada a proposta "light" defendida pelo Brasil, em que os países se comprometeram a assinar acordos em temas comerciais básicos, deixando em aberto para cada um deles abrir mais, se quisessem, seus mercados. De acordo com a Associated Press, na reunião em Puebla o Brasil e outros países do Mercosul exigiram a adoção de medidas, como tarifas compensatórias, com o objetivo de proteger seus exportadores dos subsídios oferecidos pelos Estados Unidos a seus agricultores. Depois de longas negociações na quinta-feira e nesta sexta-feira, os participantes decidiram não redigir e assinar um acordo final, deixando isso para daqui a cerca de 30 dias, em outra reunião que se realizaria também em Puebla. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||