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Grupo de Cairns pede data para fim de subsídios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os 17 maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo encerraram uma reunião na Costa Rica pedindo que os países mais desenvolvidos estabeleçam uma data final para a eliminação de todos os subsídios agrícolas. A questão dos subsídios foi uma das principais discutidas nos dois dias da reunião, em San José, do chamado Grupo de Cairns, que inclui o Brasil. Segundo a agência de notícias EFE, uma nota divulgada ao final do encontro, os países do grupo disseram estar "preparados para trabalhar ativamente, nos próximos meses, com todos os membros e grupos da Organização Mundial do Comércio (OMC), para chegar a um acordo quanto a uma estratégia de negociações que seja condizente com o alto nível de ambição" das metas de liberalização mundial. Abrindo fronteiras As negociações de livre comércio no âmbito da OMC, iniciadas na reunião em Doha, em 2001, têm como prazo o final deste ano para terminar. No entanto, depois do fracasso da reunião de Cancún, no ano passado, há o temor de que o prazo não possa ser cumprido. A EFE informou que, durante o encontro, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que se os subsídios agrícolas dos países mais ricos não forem eliminados, há o risco de que aumente a pobreza nos países em desenvolvimento. Rodrigues disse ainda que "a forma mais prática" de os países mais ricos ajudarem os mais pobres é "abrir suas fronteiras ao comércio agrícola". Na terça-feira, o representante de comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, disse que os Estados Unidos estão dispostos a eliminar os subsídios, desde que outros países desenvolvidos estejam dispostos a fazer o mesmo. |
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