|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Países da OMC não avançam em reunião em Genebra
Os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) não conseguiram chegar a um consenso para o retomada das negociações de um acordo de livre comércio, em uma reunião que ocorreu nesta segunda-feira na Suíça. No encontro, persistiram as divergências entre as nações mais ricas e as nações em desenvolvimento, principalmente as do G-20 (grupo que inclui o Brasil), no tocante aos subsídios concedidos pelas nações mais ricas à agricultura. "Nosso objetivo comum (...) era chegar a um ponto em que as negociações pudessem ser retomadas por completo. Ainda não chegamos a esse ponto, mas não devemos perder o ânimo", disse o diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, no fim da reunião. A OMC tinha estabelecido como meta chegar a um consenso até esta segunda-feira para a retomada das negociações de livre comércio. Flexibilidade Panitchpakdi disse que os países envolvidos nas negociações foram flexíveis no encontro, apesar de seu único resultado ter sido a promessa de manter o prazo final para a assinatura de um acordo de livre para 2005. O G-20, que reúne Brasil, China, Índia e outros países da Ásia, África e América Latina, querem que Estados Unidos e União Européia eliminem suas medidas consideradas protecionistas no setor agrícola. Tal questão já tinha sido um dos principais motivos do fracasso da reunião da OMC em Cancún, no México, em setembro passado. O fracasso levou à interrupção nas negociações. Condição "O compromisso de eliminar todo tipo de subsídios às exportações é uma condição inalienável para o êxito das negociações", disse Carlos Pérez del Castilho, presidente do Conselho Geral da OMC e representante do Uruguai na organização. Ele lamentou que "as manifestações verbais de compromisso não se traduzam logo em fatos concretos".
A meta de concluir as negociações multilaterais de livre comércio em primeiro de janeiro de 2005 já estava prevista no acordo assinado ao final da reunião da OMC em Doha, no ano passado, que lançou as discussões. No entanto, muitos analistas duvidam que possa ser feito algum avanço durante o ano que vem devido à conjuntura política em muitos dos países-chave. Os Estados Unidos, por exemplo, terão eleições presidenciais, e a União Européia irá renovar seu Parlamento. "Cláusula de paz" O Brasil, a Argentina e o Chile, assim como outros exportadores de produtos agrícolas, não descartam apresentar reclamações formal à OMC contra países protecionistas que pertencem à organização. Em 2004, deixa de vigorar uma "cláusula de paz", que até agora limita os casos em que membros da OMC podem apresentar denúncias contra outros sócios por eles oferecerem subsídios além do permitido. O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, disse antes da reunião desta segunda-feira que iria "a fundo" na apresentação de reclamações formais à OMC contra alguns países, caso não obtivesse deles as consessões exigidas pelo G-20. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||