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Atualizado às: 12 de dezembro, 2003 - 15h29 GMT (13h29 Brasília)
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Lamy diz que Europa pode fazer mais concessões na agricultura

O comissário de Comércio da UE, Pascal Lamy
Lamy: 'Estamos preparados para reduzir subsídios à exportação'

O comissário para Comércio da União Européia, Pascal Lamy, disse que o bloco está disposto a retomar as negociações e melhorar sua oferta na agricultura, mas quer reciprocidade dos países do G-20.

"Estamos preparados para reduzir nossos subsídios à exportação", afirmou Lamy em entrevista pouco antes de se encontrar com os ministros do G-20, em Brasília.

Lamy disse ainda que a União Européia está disposta a negociar regras mais rígidas nos subsídios domésticos. "A posição da UE é mais sofisticada e flexível do que em Cancún", afirmou.

Segundo o comissário, a reforma nas regras da Política Agrícola Comum (PAC), em junho, lhe deu mais espaço para manobra nas negociações da OMC.

Mas Lamy cobrou maior flexibilidade do lado do G-20, que pede a eliminação total dos subsídios à exportação. "Quero ver qual é a posição do G-20 em tarifas industriais, antidumping, denominação de origem geográfica", afirmou.

"Mas eu quero ter certeza de que a moeda de negociação que eu colocar na mesa terá reciprocidade."

Posição do G-20

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na quinta-feira que o G-20 está disposto a flexibilizar, mas que esse ainda não era o momento de ceder. E disse que os países do G-20 não abrem mão da eliminação dos subsídios à exportação, redução dos subsídios domésticos e acesso ao mercado dos países desenvolvidos.

"Estamos num momento em que todo mundo quer negociar", afirmou. "Mas ainda não estamos prontos para negociar a agricultura de maneira mais técnica."

A entrada do G-20 como um negociador importante no cenário internacional, “pode ser uma coisa boa”, na avaliação de Lamy.

“Mas as negociações (na Organização Mundial do Comércio) não vão começar aqui”, afirmou. Falando sobre suas expectativas para a reunião do dia 15, em Genebra, que deveria retomar as negociações que fracassaram na reunião ministerial de Cancún, em agosto, Lamy disse que há um reconhecimento geral da necessidade de se reabrir as negociações.

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