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Presidente do Conselho da OMC coloca em dúvida negociações
Uma autoridade da Organização Mundial do Comércio (OMC) deixou claro que há poucas chances de que avancem, a partir do dia 15 deste mês, as negociações de livre comércio entre os países-membros. Representantes desses países estão reunidos em Genebra, na Suíça, para discutir a retomada dos planos para maior liberalização do comércio internacional. Mas o presidente do Conselho Geral da OMC, Carlos Perez del Castillo, disse que, até agora, ''tem ocorrido pouca negociação real''. Países em desenvolvimento e nações ricas não tem conseguido chegar a um acordo sobre as áreas de negociação e sobre a questão dos subsídios à agricultura. "Distâncias grandes"
Castillo, que também é presidente do conselho geral da OMC, disse aos delegados presentes depois de uma consulta informal que ''as distâncias permanecem grandes não apenas entre as posições, mas também entre as declarações de compromisso em geral (...) e qualquer manifestação concreta destas declarações e posições de negociação''. Ele avisou que, a não ser que haja ''um dramático movimento nestas posições'', o plano de retomar as negociações de comércio no dia 15 vai fracassar. A última rodada de negociações – chamada de Rodada de Doha porque começou em Doha, capital do Catar, em 2001 – foram prejudicadas na reunião da OMC em Cancún, no México, depois que países em desenvolvimento foram contra à expansão da pauta de negociações para incluir regulações de investimentos estrangeiros e questões de competição. As nações ricas, por sua vez, se recusaram a discutir os subsídios à agricultura. Em Cancún, nações em desenvolvimento se recusaram a discutir as quatro questões levantadas pela União Européia a não ser que os países mais ricos reduzissem os subsídios à agricultura. Nas últimas semanas a União Européia (UE) foi a principal fonte de propostas para aumentar a pauta de negociações, soando como um elemento conciliador. O comissário de comércio da União Européia, Pascal Lamy, disse que espera que as concessões feitas pela UE sejam acompanhadas por uma maior flexibilidade entre os outros membros da OMC. |
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