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EUA condicionam redução de subsídios agrícolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, indicou nesta terça-feira que os Estados Unidos estão dispostos a reduzir seus subsídios à agricultura, desde que a União Européia e outros países estejam dispostos a também avançar nesse sentido. De acordo com a agência de notícias EFE, Zoellick disse que os Estados Unidos gostariam de eliminar os subsídios "o mais rapidamente possível", desde que outros países "eliminem os seus e permitam um maios acesso aos mercados". "Nosso interesse fundamental é eliminar os subsídios agrícolas às exportações, mas também pedimos (a esses países) reduções substanciais nos subsídios internos", disse. As afirmações do representante americano foram feitas durante em San José, na Costa Rica, em uma reunião do chamado Grupo de Cairns, que reúne os 17 países que mais exportam produtos agrícolas no mundo, entre eles o Brasil. Doha e Cancún A questão dos subsídios agrícolas é considerada um dos maiores empecilhos ao avanço das negociações de livre comércio internacionais no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). Em 2001, quando foi lançada a chamada Rodada de Doha de negociações de livre comércio da OMC, foi estabelecido o prazo até o final deste ano para que fosse alcançado um acordo. No entanto, depois do fracasso da reunião dos países da OMC em Cancún, no ano passado, um consenso envolvendo os países em desenvolvimento e os mais ricos parecia distante. Os países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, têm pedido que os Estados Unidos e a União Européia abandonem os subsídios, para permitir maior competitividade de seus produtos com os americanos e europeus. A União Européia está propondo uma redução gradual dos seus subsídios. Em uma declaração divulgada pela agência de notícias Associated Press, Zoellick disse que isso é "compreensível", dado o tamanho do mercado europeu. "Mas nós também precisamos reduzir (os subsídios) no mesmo ritmo que eles", disse. A agência EFE informou que os Estados Unidos, de acordo com Zoellick, estariam dispostos a reduzir de US$ 19 bilhões para US$ 10,5 bilhões os seus subsídios às exportações. |
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