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Atualizado às: 29 de julho, 2003 - 12h18 GMT (09h18 Brasília)
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Brasil pode vetar acordo sobre subsídios na OMC
manifestantes se chocam com a polícia em Montreal
A polícia esperava evitar a repetição dos distúrbios de Seattle

O Brasil pode vetar, nesta terça-feira, a estratégia dos Estados Unidos e da União Européia de impedir queixas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os subsídios para fazendeiros.

A informação foi revelada por Gilman Vianna Rodrigues, presidente da comissão de comércio exterior da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no Canadá.

O impasse entre o Brasil e as nações desenvolvidas surgiu durante a reunião com representantes da área de comércio de 25 países, em Montreal, para a preparação do encontro da OMC em setembro.

Os Estados Unidos e a UE fecharam uma "cláusula de paz", que vigora até o fim do ano, para limitar o debate sobre os subsídios do setor agrícola nos países ricos.

O tema é considerado fundamental pelo Brasil e para outras nações exportadoras de produtos agrícolas, que pedem a redução de subsídios aos agricultores dos países ricos.

Agora, as nações ricas estão discutindo a prorrogação do acordo que estabeleceu a "cláusula de paz", mas o governo brasileiro teria avisado que se recusa a assinar a extensão da proposta.

'Alto preço'

"Pagamos um preço muito alto por essa cláusula, e os países em desenvolvimento não vão aprovar a sua extensão", afirmou Gilman Vianna Rodrigues, da CNA.

Rodrigues se reuniu em Montreal com o grupo de exportadores agrícolas de Cairns – que inclui a Argentina, África do Sul, Austrália e Canadá.

A reunião de Montreal está sendo vista como a última tentativa de chegar a um acordo antes de os representantes dos 146 países que integram a OMC se reúnam em Cancún, no México, para avançar na liberalização do comércio mundial.

As negociações começaram em Doha, no Catar, em 2001.

Na segunda-feira, vários manifestantes se reuniram em frente ao local do encontro para protestar contra a pobreza.

A tropa de choque da polícia, que está protegendo o local, prendeu pelo menos cem manifestantes depois que algumas vitrines foram quebradas.

Algumas pessoas atacaram lojas de roupa da marca Gap e da rede de fast food Burger King.

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