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ONUSIDA pede tomada de medidas drásticas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência das Nações Unidas que lidera a luta global contra a doença, ONUSIDA, diz que o mundo precisa de reconhecer que esta doença representa uma ameaça excepcional que precisa de uma resposta igualmente excepcional. O director-executivo da ONUSIDA, Peter Piot, disse que a alternativa era aceitar o fracasso contínuo dos esforços internacionais para a redução do número de mortes causadas pela pandemia de SIDA. Cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo vivem hoje infectadas com o HIV - o vírus que causa a SIDA. Mais de vinte milhões morreram desde que a doença foi reconhecida, há cerca de duas décadas e meia. Só no ano passado registaram-se 3 milhões de mortes. A África sub-Sahariana continua a ser a região mais afectada do mundo. E, per capita, os PALOP estão entre os países com os maiores índices de infecção. Moçambique Estima-se que 16,2% da população adulta de Moçambique viva com o HIV/SIDA, ou seja, em cada 6 moçambicanos, um está infectado. Desses 6, quatro são mulheres. Todos os anos, 30 mil crianças nascem com HIV/SIDA. O fenómeno das crianças orfãs devido a estas doenças é hoje também outra nova, dura e trágica realidade com que se confrontam os moçambicanos. Fala-se de 470 mil crianças que, até agora, terão perdido um ou ambos os pais - homens e mulheres moçambicanos que se contam entre os perto de 100 mil pessoas que, em média, morrem todos os anos por causas relacionadas com a SIDA. Estes os argumentos estatísticos por detrás da decisão do governo de declarar o HIV/SIDA uma "emergência nacional". Angola Angola tem a particularidade de ser o país da região Austral de África com os níveis mais baixos de seroprevalência, a rondar os 6% da sua população. Mas os números apontam claramente para um aumento dos níveis de contaminação. De acordo com as estimativas mais recentes do Programa da ONU para o Desenvolvimento, PNUD, a prevalência do HIV em Angola poderá aumentar de 5,7% em 2001 para 9,96% em 2005 - admitindo-se que possa atingir os 18,8% em 2010. Caso estas projecções venham a confirmar-se, o número de seropositivos em Angola poderá passar dos 344 mil em 2001 para 749 mil em 2005 - atingindo a cifra de 1,6 milhões em 2010. Angola tem uma população calculada em cerca de 14 milhões de habitantes. São Tomé e Príncipe Entre os santomenses, a tendência é para o aumento do número de casos de HIV/SIDA. Até ao primeiro trimestre de 2005, o arquipélago registara 31 novos casos de SIDA, perfazendo um total que ronda os 210 seropositivos - uma evolução considerada muito rápida. Regista-se um aumento acentuado das infecções entre as mulheres grávidas; em 2001 a prevalência era de 0,1% e hoje há referências a um índice de 1,5%. Até Outubro de 2005 registaram-se 92 óbitos. Os últimos estudos dizem que a maioria dos casos de contracção do HIV em São Tomé e Príncipe deriva de relações heretosexuais, com os números a rondarem os 87%. A transmissão por via sanguínea regista uma diminuição de casos. A situação da SIDA começa, compreensivelmente, a preocupar as autoridades santomenses, porque num universo de 150 mil habitantes mais de 7 mil pessoas vivem hoje com o HIV/SIDA. Cabo Verde Cabo Verde registou em 2005 um ligeiro aumento do número de seropositivos, mas tem como novidade a introdução de anti-retrovirais para o tratamento dos doentes. Para isso, as autoridades caboverdianas contam com os apoios do Brasil e da Organização Mundial de Saúde, OMS. Graças a esta parceria, 100 adultos e 12 crianças - para além de 7 mulheres grávidas - estão a receber os referidos medicamentos. Em termos financeiros, o Estado gasta pouco mais de mil Euros por ano com cada portador de SIDA. Entretanto, e embora a situação não seja tão alarmante como noutros países africanos, o número de infectados não pára de crescer em Cabo Verde. Dados mais recentes estimam em 260 o número de novos infectados em 2005. Alertadas para o fenómeno da SIDA, as autoridades têm apostado sobretudo na prevenção desse mal, especialmente nos estabelecimentos de ensino e na comunicação social. De tal modo que a SIDA em Cabo Verde deixou de ser um tabú e não será por falta de informação que se contrai a doença. Guiné-Bissau Dados oficiais indicam que a Guiné-Bissau conta com um total de 33 mil e 900 seropositivos. A região de Bafatá é a que apresenta o maior índice de infectados. A prevalência da infecção por HIV1 é de 5%. De cada 100 mulheres grávidas que chegam aos centros de saúde para consulta pré-natal, 6 estão infectadas. Mas um dos maiores problemas para as autoridades guineenses é a existência de uma considerável faixa populacional que continua a não acreditar na existência do HIV/SIDA. | LINKS LOCAIS Aumentam globalmente casos de Sida22 Novembro, 2005 | Notícias HIV/Sida está a 'matar' agricultura em África09 Setembro, 2005 | Notícias Fundo Global Contra Doenças reunido em Londres06 Setembro, 2005 | Notícias Dificuldades no combate global ao HIV/SIDA30 Junho, 2005 | Notícias Lançada campanha mundial contra o estigma da SIDA20 Abril, 2005 | Notícias Relatório da ONU alerta para SIDA em África04 Março, 2005 | Notícias SIDA: apenas 7% têm acesso a retrovirais01 Dezembro, 2004 | Notícias Fundo global contra doenças17 Novembro, 2004 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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