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Fundo Global Contra Doenças reunido em Londres | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Doadores iniciaram conversações em Londres para decidir sobre os montantes a desbloquear nos próximos dois anos para o Fundo Global de Luta contra a Sida, a Tuberculose e a Malária. Discutido vai ser também o défice de 400 milhões de dólares para o financiamento do corrente ano. Mais de 7 biliões de dólares foram prometidos ao fundo desde que este foi criado há três anos, mas os promotores dizem que o actual sistema e a natureza voluntária das contribuições constituem um problema. Estima-se que a Sida, a tuberculose e a malária matem cerca de seis milhões de pessoas anualmente, muitas das quais na África sub-Sahariana. Burocracia O Fundo Global foi criado há três anos com o objectivo de captar e canalizar receitas para organizações e governos, permitindo-lhes contornar procedimentos burocráticos na luta contra estas doenças. David McCoy, um especialista em saúde pública, diz que tão importante como combater doenças individualmente é a definição de uma estratégia ampla para melhorar os cuidados de saúde nos países em vias de desenvolvimento. "Precisamos de assegurar que os programas e intervenções para abordar doenças específicas estejam integrados numa visão global de cuidados de saúde. Na presente situação assistimos a intervenções múltiplas e paralelas". Receptividade Importantes doadores, como a Grã-Bretanha, que anunciaram recentemente a duplicação da sua contribuição para o Fundo Global, são receptivos a esta crítica. Segundo o ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Hillary Benn, tão necessários como os medicamentos são médicos e enfermeiros para garantir que os doentes tomam os medicamentos. "Estamos a falar da capacidade de construção num sentido global e a conferência do Fundo Global vai ser realmente importante porque irá demonstrar o crescente empenhamento do mundo no combate a estas doenças". Estes comentários sugerem o reconhecimento de que os governos mais ricos deverão abordar de forma mais global os problemas criados pela migração de milhares de profissionais da saúde dos países em vias de desenvolvimento para países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Para muitos observadores, a menos que se enfrente o problema, as ajudas ocidentais equivalerão a dar com uma mão e retirar com outra. |
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