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SIDA a aumentar em todo o mundo
Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas
Luta contra a SIDA está a ser ineficaz, diz Kofi Annan
Kofi Annan diz que a epidemia está a crescer mais do que nunca em todos os pontos do globo. Durante uma conferência sobre HIV/SIDA realizada nas Nações Unidas, o secretário-geral da ONU sublinhou que a resposta ao problema está a ser inadequada e que os esforços para tratamento da doença e prevenção da infecção não estão a ser suficientes.

Kofi Annan pediu mais fundos e uma liderança mais forte e disse que embora a resposta ao problema tenha tido sucessos pontuais, isso não evitou o crescimento da epidemia no geral.

Epidemia em expansão global

De acordo com as Nações Unidas, no ano passado houve mais infecções e mortes relacionadas com a SIDA do que nunca. "O HIV e a SIDA expandiram-se a um ritmo acelerado em todos os continentes", diz Koffi Annan.

Perante a dimensão colossal do problema, o secretário-geral das Nações Unidas só vê uma possibilidade: aumentar o investimento. Kofi Annan diz que os 8 mil milhões de dólares gastos este ano em programas de prevenção e tratamento não chegam e que o valor tem de ser duplicado.

Annan chama à luta contra a SIDA "o maior desafio da nossa era" e sublinhou que programas de prevenção bem-sucedidos, como os que aconteceram no Brasil, no Cambodja ou na Tailândia, são um exemplo a seguir.

Pensar a longo-prazo

O principal responsável das Nações Unidas para a questão da SIDA, Peter Piot, sublinha que, embora os fundos disponibilizados para o combate à doença em países mais pobres tenham aumentado, é preciso pensar a longo-prazo.

Peter Piot lembra que é preciso pensar que a SIDA não vai desaparecer de um momento para o outro. Planear a longo prazo é, não só investir na investigação de vacinas e medicamentos, mas também pensar nos doentes.

"Centenas de milhares de pessoas que vivem com HIV - e estão a ter tratamento - vão ser milhões. E isto significa que temos de pensar em 20, 30, 40 anos de apoio ao seu tratamento.", diz Piot. Em todo o mundo há mais de 40 milhões de pessoas afectadas pela epidemia.

Espera-se que desta reunião, que conta com a presença de ministros da saúde de mais de 30 países, possam surgir recomendações concretas para a cimeira de líderes mundiais que vai decorrer nas Nações Unidas, em Setembro.

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