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Tuberculose é uma 'emergência em África' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A declaração da tuberculose como uma emergência regional marcou as últimas horas da reunião africana da Organização Mundial de Saúde que terminou na sexta-feira em Maputo. Cerca de meio milhão de pessoas morrem anualmente devido à doenca, que tem vindo a alastrar-se na sequência do agravamento da pandemia do HIV/SIDA. A sessão concordou igualmente em redobrar os esforços tendo em vista expandir o acesso aos antiretrovirais e fortalecer os sistemas nacionais de saúde. Uma média diária de 1.500 óbitos e 2,4 milhões de novos casos por ano - esta a trágica realidade estatística da tuberculose em África. Nos gráficos da maioria dos países africanos, os ponteiros indicam que a doença alastra-se a um ritmo alarmante, o que levou agora o Comité Regional da Organização Mundial de Saúde a declarar a tuberculose uma emergência em África. Recomendações E, intrinsicamente ligada a esta realidade, está o agravamento das taxas de infecção pelo HIV. A este propósito é só recordar que é na África sub-Sahariana que residem 60% das pessoas actualmente vivendo com HIV/SIDA em todo. São, ao todo, cerca de 25 milhoes de pessoas. Ao declarar a tuberculose uma emergência regional em Africa, a Organização Mundial de Saúde defende que se criem condições para o acesso a tratamento e cuidados de saúde de qualidade. Recomenda igualmente a expansão de intervenções combinadas que ataquem a tuberculose e o HIV. A OMS quer também a inclusão da tuberculose nas agendas de desenvolvimento, estratégias de luta contra a pobreza e o estabelecimento e parcerias nacionais e regionais. |
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