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Fundo global contra doenças | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vários chefes de Estado africanos estiveram reunidos em Arusha, Tanzânia, com os membros da direcção do Fundo Global da ONU para o combate à SIDA, tuberculose e malária. Foi a primeira vez que se realizou uma reunião do género em África, um continente onde as doenças mais mortíferas do mundo têm um enorme impacto. O encontro de Arusha contou com as participações, entre outros, dos Presidentes Paul Kagame do Rwanda, Mwai Kibaki do Quénia, Yoweri Museveni do Uganda e do anfitrião, Benjamin Mkapa. Presente está igualmente o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Os líderes africanos pediram mais dinheiro ao Fundo Global da ONU. Uma gota no oceano Até ao momento, mais de 3 biliões de dólares foram prometidos ao Fundo Global, constituido há menos de três anos para combater a SIDA, a tuberculose e a malária. A Comissão Tanzaniana para a SIDA diz esperar receber quase 400 milhões de dólares do Fundo nos próximos cinco anos. "400 milhões de dólares são uma gota no oceano, especialmente quando nos referimos a tratamentos vitalícios para alguns dos pacientes," referiu o director da Comissão Tanzaniana para a SIDA. Na reunião de Arusha esteve igualmente presente o Ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn. A ONU pedira ao Primeiro-Ministro Tony Blair que usasse a presidência britânica do Grupo das Oito Nações mais Industrializadas do Mundo para fazer lobby para mais fundos para cuidados de saúde em África. Impacto inicial Calcula-se que, a cada 5 minutos, uma pessoa morra de malária na Tanzânia. O Presidente Benjamin Mkapa inaugurou, na quarta-feira, uma fábrica de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas. Os dinheiros do Fundo Global estão a ser usados para subsidiar a produção das redes e para tornar o tratamento contra a malária menos oneroso. O Fundo Global está já a ter um impacto nas vidas de pessoas infectadas com HIV e com SIDA nos países em desenvolvimento, dando a um número crescente acesso - ou pelo menos a esperança de acesso - a anti-retrovirais. |
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