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Última actualização: 22 Setembro, 2004 - Publicado em 15:50 GMT
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HIV-SIDA alastra na Guiné-Bissau

Doente infectado com SIDA
Existem já 34 mil guineenses infectados com SIDA
A epidemia do HIV-SIDA na Guiné-Bissau, está a assumir proporções preocupantes.

Calcula-se que existam 34 mil pessoas infectadas com o HIV-SIDA na Guiné-Bissau. O HIV 1, é responsável por 20 mil e 500 casos.

Os dados sobre a incidência da doença, são assustadores: o vírus mais agressivo, o HIV 1, que até aos anos 90 era inexistente no país, multiplicou-se por 4, nos últimos 13 anos.

Comportamentos de risco

Mais de 63 por cento dos guineenses que participaram numa pesquisa em 2003 sobre comportamentos sexuais, afirmaram nunca terem utilizado preservativo, na sua última relação sexual ocasional.

E, mais importante, metade afirma que não gosta de utilizar preservativos, durante relações sexuais.

Este comportamento considerado de risco, levou a que o Presidente do Comité Técnico Nacional da SIDA, Paulo José Mendes, a afirmar:

"Estamos preocupados. Queremos que as pessoas assumam as suas responsabilidades, sobretudo o governo. Por parte das autoridades, nunca recebemos qualquer fundo. Todo o trabalho que realizamos, é feito graças a donativos externos."

O combate à SIDA, deve ser visto como uma urgência nacional na Guiné-Bissau.

A Ministra da Saúde, Odete Semedo, pediu aos guineenses, para utilizarem as comunidades de integração, como meio de educação comum, que permitam aos jovens continuar a sonhar com um futuro melhor.

 Queremos que as pessoas assumam as suas responsabilidades, sobretudo o governo.
Paulo José Mendes

Segundo a Ministra Odete Semedo, não existe uma resposta nacional organizada e determinada para a doença.

Calcula-se que até ao ano 2 mil e 5, poderá haver mais 53 casos de infecção que poderiam ter sido evitados.

A luta contra a SIDA, diz a titular da saúde guineense, não é um acto de caridade mas de direitos humanos.

É assim que está em curso um Fórum de Luta contra o HIV-SIDA, cujas conclusões, espera-se que sirvam de alerta aos guinenses, para os perigos da doença e as suas consequências para o futuro.

Criança orfã da SIDA
Criança orfã da SIDA

O fórum vai discutir as lacunas e desafios, assim como determinar as prioridades e medidas futuras, nestra luta contra a doença.

Trata-se da passagem de uma postura defensiva, para a de acção contra o alastramento da doença no país.

Esta nova postura, é considerada pelo Presidente do Grupo temático da ONU sobre o HIV-SIDA na Guiné-Bissau, como importante.

Sérgio Guimarães, igualmente representante da UNICEF no país, defende que é necessário levantar o que chamou de "cortina de silêncio", que esconde a extensão da epidemia porque "todos correm o risco de contaminação".

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