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Última actualização: 16 Setembro, 2004 - Publicado em 19:19 GMT
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FNUAP avalia crescimento da população mundial
Prevê-se um aumento da população nos países mais pobres
Prevê-se um aumento da população mais acentuado nos países mais pobres
No ano 2050, a população mundial vai aumentar de seis para nove mil milhões de pessoas. Grande parte deste crescimento vai concentrar-se nas nações mais pobres, o que as prejudicará na sua luta em prol do desenvolvimento e da prosperidade.

Mesmo nesses países, a diferença entre ricos e pobres está a aumentar, e os desafios para a melhoria dos padrões da educação, da saúde e da luta contra o HIV/ Sida parecem quase insuperáveis.

Mas o Fundo da ONU para a População parece ver mais sinais de esperança no seu relatório anual, acabado de publicar.

O FNUAP publicou uma primeira abordagem do relatório em curso sobre população e desenvolvimento, dez anos depois de uma conferência internacional sobre o acesso universal aos cuidados de saúde reprodutiva até 2015.

O objectivo era dar mais poder às mulheres, reduzir a pobreza, proteger o ambiente e fomentar o desenvolvimento.

Cairo

Na altura, a conferência do Cairo foi dominada por fortes discussões acerca do aborto, mas havia muita coisa em agenda que levou a acordo.

Muitos governos voltaram aos seus países e rectificaram as suas leis para ajudar as mulheres, e começaram a melhorar os seus cuidados de saúde reprodutiva.

O objectivo era tornar o nascimento mais seguro, permitir aos casais terem o número de filhos que pretendessem e fazerem testes a doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a sida.

Agora, uma pesquisa global do Fundo de População das Nações Unidas, demonstra um desnivelamento do crescimento da população.

 Isto significa um desastre para os países mais pobres, porque quanto mais pessoas, mais crianças, o que implica menos serviços, menos educação, menor crescimento económico e uma menor qualidade de vida. E a ênfase no Cairo era na qualidade de vida da população.
Dr.ª Thoraya Obaid, Directora Executiva do FNUAP

O actual relatório também dá conta de uma maior consciência das necessidades de saúde reprodutiva dos mais jovens.

Há um apoio generalizado para campanhas contra a violência baseada em discriminação sexual, e cada vez mais esforços de luta contra o HIV e Sida.

Mas o financiamento dos dadores para o planeamento familiar estagnou, em grande parte devido a uma redução dos fundos governamentais americanos.

O número de mulheres que morreram ao dar à luz permaneceu inalterado.

A conclusão do relatório é que muitos países fizeram um progresso impressionante no plano de acção do Cairo, mas a falta de financiamento está a bloquear o desenvolvimento.

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