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Como salvar meio milhão de africanos com HIV e tuberculose | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial de Saúde e a ONUSIDA dizem que cerca de 8 milhões dos 25 milhões de africanos infectados com o HIV - o vírus que causa a SIDA - são igualmente portadores dos germes que causam a tuberculose. Sem tratamento contra a tuberculose, esses pacientes "tipicamente morrem numa questão de meses" - fizeram saber, numa declaração, as duas agências da ONU. "Não podemos falar seriamente da luta contra a SIDA se, ao mesmo tempo, ignoramos a tuberculose", referiu Richard Feachem, o director-executivo do Fundo Global de Luta Contra a SIDA, Tuberculose e Malária - uma parceria entre governos e agências de auxílio. Segundo Feachem, "em África, a tuberculose e o HIV colaboram para matar." O Fundo Global vai esforçar-se para assegurar que os seus programas de combate à SIDA incluam também uma estratégia de luta contra a tuberculose, e vice-versa.
Segundo cálculos da OMS e da ONUSIDA, entre 5 e 10 por cento das pessoas infectadas com o HIV desenvolvem tuberculose e cerca de metade contraem a doença durante o resto das suas vidas. "Se lidarmos em conjunto com a tuberculose e com o HIV, o controlo destas duas doenças será muito mais efectivo", disse o Doutor Peter Piot, o director-executivo da ONUSIDA. Em algumas regiões de África, 75 por cento dos tuberculosos estão infectados com o HIV. Ainda assim, segundo a OMS e a ONUSIDA, em países como a Etiópia, o Quénia e o Zimbabwe menos de 40 por cento dos infectados recebem tratamento apropriado. |
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