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HIV/Sida está a 'matar' agricultura em África | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os agricultores em África estão a cultivar alimentos cada vez menos nutritivos. Financeiramente, as suas colheitas são também menos rentáveis devido ao impacto da HIV/Sida. Dados apresentados ao Festival da Associação Britânica de Ciências, em Dublin, na República da Irlanda, mostra que o HIV está a dizimar a agricultura - com alguns países africanos a verem uma redução média de quase 70% das suas áreas cultivadas. Um dos casos mais gritantes é o do Quénia. O Doutor Noah Wekesa é o Ministro queniano da Agricultura. "Calcula-se que 70% da população activa queniana trabalha no sector agrícola. Se se tiver em contra que entre 10% e 15% dessa população está afectada pelo HIV/Sida podemos ver a devastação para a economia".
Na África Austral, onde, segundo a Oxfam, 10 milhões de pessoas correm o risco de ficar sem alimentos nos próximos meses, a situação é mais grave do que em qualquer outra parte do continente. Jane Cocking, da Oxfam, diz haver já uma crise de mão-de-obra. "A Sida está a matar o sector da população que seria mais activo, que se dedicaria à agricultura, que faria a maior parte dos trabalhos mais pesados. Como resultado temos uma agricultura feita pelos velhos da população adulta que está a ser dizimada pela Sida e por crianças de 11 ou 12 anos que têm de lavrar a terra para sustentar os seus irmãos e irmãs". Mais milho, menos café Oitenta por cento da população dos países africanos tem a agricultura como seu ganha-pão. Os produtos cultivados também estão a mudar. Há um aumento do cultivo de milho e de mandioca - em substituição de produtos economicamente mais rentáveis como o café. Novas sementes agrícolas estão agora a ser desenvolvidas em África - sementes que requerem menos trabalho físico no campo e que produzem colheitas muito maiores. Mas estas só agora começam a ser introduzidas. É vital que se aumente a produção de alimentos porque os seropositivos que estão a ser tratados com anti-retrovirais precisam de se alimentar devidamente. Médicos já se manifestaram muito preocupados e dizem que a resistência aos anti-retrovirais aumentará porque a falta de alimentos vai fazer com que muitos doentes não façam a medicação de forma apropriada. |
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