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Aumentam globalmente casos de Sida | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de pessoas infectadas pelo SIDA continua a crescer, em todo o mundo, apesar dos esforços para controlar a pandemia. Esta é a conclusão fundamental do relatório anual conjunto do programa das Nações Unidas para o SIDA - ONUSIDA e da Organização Mundial de Saúde. Os números falam por si: Mais de 40 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, ou seja, duas vezes mais do que há dez anos. Só em África, o Sindroma de Imunodeficiência Adquirida contabilizou, durante este ano, mais de três milhões de vitimas mortais e mais cinco milhões de infectados. A região mais afectada é a África sub-sahariana onde 20 milhões de pessoas são seropositivas. Em alguns países, África do Sul, Botswana, Namíbia e Zimbabwe, o índice de infecção pelo HIV entre mulheres grávidas está perto dos 30 por cento. Mas o relatório também revela uma crescente epidemia de SIDA no leste da Europa onde o número de pessoas infectadas com o HIV aumentou um quarto desde 2003. Impedir a propagação A ONU diz que apesar de grandes esforços para controlar o índice de infecção, apenas se fizeram progressos num pequeno número de países.
O chefe do programa contra a SIDA das Nações Unidas, Peter Piot, disse à BBC que os países precisavam de se concentrar em impedir a propagação do HIV através do uso de drogas: "A conclusão científica é clara: se não impedirmos a propagação do HIV entre os utilizadores de drogas injectáveis muito em breve veremos o HIV a propagar-se para além dos chamados grupos de alto risco na população." "Depois há a transmissão através do sexo, mas mais lentamente porque é menos eficente, mas, muito mais pessoas serão infectadas também dessa forma", disse Peter Piot, chefe do programa do ONUSIDA. Distribuição de anti-retrovirais Apesar do ambicioso plano da ONU de distribuir medicamentos anti-retrovirais por três milhões de pessoas este ano, em África apenas uma pessoa em 10 que precisam do medicamento, o obtém, enquanto na Ásia é uma em sete. O relatório diz que são urgentemente necessários, mais prevenção, mais educação e mais testes. O que não será fácil. Estigma e discriminação são comuns. O medo do diagnóstico é uma razão pela qual apenas 10 por cento dos que vivem com HIV têm sido testados, mas os números no relatório são eloquentes. Esperar que as pessoas contraiam a doença e depois tratá-las não leva ao controlo da epidemia. As 40 milhões de pessoas que vivem com HIV necessitam de saber que são seropositivas e precisam de saber como não infectar outras e que não vão ser discriminadas. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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