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Última actualização: 22 Novembro, 2005 - Publicado em 02:40 GMT
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Aumentam globalmente casos de Sida
Paciente com Sida
No ano passado registaranm-se mais 65 mil novas infecções do HIV.
O número de pessoas infectadas pelo SIDA continua a crescer, em todo o mundo, apesar dos esforços para controlar a pandemia.

Esta é a conclusão fundamental do relatório anual conjunto do programa das Nações Unidas para o SIDA - ONUSIDA e da Organização Mundial de Saúde.

Os números falam por si: Mais de 40 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, ou seja, duas vezes mais do que há dez anos.

Só em África, o Sindroma de Imunodeficiência Adquirida contabilizou, durante este ano, mais de três milhões de vitimas mortais e mais cinco milhões de infectados.

A região mais afectada é a África sub-sahariana onde 20 milhões de pessoas são seropositivas.

Em alguns países, África do Sul, Botswana, Namíbia e Zimbabwe, o índice de infecção pelo HIV entre mulheres grávidas está perto dos 30 por cento.

Mas o relatório também revela uma crescente epidemia de SIDA no leste da Europa onde o número de pessoas infectadas com o HIV aumentou um quarto desde 2003.

Impedir a propagação

A ONU diz que apesar de grandes esforços para controlar o índice de infecção, apenas se fizeram progressos num pequeno número de países.

É preciso acelerar a distribuição de anti-retrovirais

O chefe do programa contra a SIDA das Nações Unidas, Peter Piot, disse à BBC que os países precisavam de se concentrar em impedir a propagação do HIV através do uso de drogas:

"A conclusão científica é clara: se não impedirmos a propagação do HIV entre os utilizadores de drogas injectáveis muito em breve veremos o HIV a propagar-se para além dos chamados grupos de alto risco na população."

"Depois há a transmissão através do sexo, mas mais lentamente porque é menos eficente, mas, muito mais pessoas serão infectadas também dessa forma", disse Peter Piot, chefe do programa do ONUSIDA.

Distribuição de anti-retrovirais

Apesar do ambicioso plano da ONU de distribuir medicamentos anti-retrovirais por três milhões de pessoas este ano, em África apenas uma pessoa em 10 que precisam do medicamento, o obtém, enquanto na Ásia é uma em sete.

O relatório diz que são urgentemente necessários, mais prevenção, mais educação e mais testes.

O que não será fácil. Estigma e discriminação são comuns. O medo do diagnóstico é uma razão pela qual apenas 10 por cento dos que vivem com HIV têm sido testados, mas os números no relatório são eloquentes.

Esperar que as pessoas contraiam a doença e depois tratá-las não leva ao controlo da epidemia.

As 40 milhões de pessoas que vivem com HIV necessitam de saber que são seropositivas e precisam de saber como não infectar outras e que não vão ser discriminadas.

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