|
Marfinenses reunidos na África do Sul | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes políticos da Costa do Marfim reúnem-se hoje em Pretória para a sua segunda grande cimeira na capital sul-africana em menos de três meses. Em Abril os líderes marfinenses assinaram o Acordo de Pretória, o último plano para a resolução de uma crise que começou quando os rebeldes das Novas Forças assumiram o controlo do Norte da Costa do Marfim, em Setembro de 2002. O Acordo de Pretória deu ao processo marfinense de paz um impulso inicial. O Presidente Laurent Gbagbo concordou em permitir que todos os líderes da oposição participassem nas eleições presidenciais previstas para Outubro - uma importante concessão. Problemas Depois disso, o acordo começou a conhecer problemas. A fase técnica de um programa de desarmamento que devia ter começado na segunda-feira, não arrancou. As Novas Forças fizeram saber que não vão desarmar até que sejam feitas as reformas legais contidas no Acordo de Pretória e até que as milícias que apoiam o Presidente Gbagbo sejam desarmadas. Anaky Kobenan, um líder da oposição civil, diz que os rebeldes têm toda a razão. "Há agora um terceiro exército, que nós chamamos aqui 'milícias'. E com esse terceiro exército em existência é pouco provável que os rebeldes do Norte deponham as armas - porque essas milícias não foram desarmadas". Divisões territoriais Esta situação mantém a Costa do Marfim dividida em duas, com as Novas Forças a controlar a parte Norte e as eleições de Outubro cada vez mais impossíveis de se tornarem uma realidade. Quando prazos similares para reformas legais não foram cumpridos em finais do ano passado, o exército governamental atacou as áreas nortenhas controladas pelas Novas Forças. O deputado governamental, Williams Atebi, acha impossível que uma situação do género se repita nos próximos tempos. "Não penso que isso venha a acontecer porque a situação não é a mesma. Confiamos no Presidente Mbeki e pensamos que os sul-africanos têm a possibilidade de convencer os rebeldes a desarmar. Depois das negociações de Pretória veremos o que acontecerá". Todas as partes dizem esperar que a cimeira de Pretória produza grandes resultados. Mas experiências anteriores mostraram não ser difícil levar políticos a concordar em cimeiras. O grande problema é convencê-los, posteriormente, a manter as promessas feitas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||