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Costa do Marfim: um passo para a paz | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na Costa do Marfim, os rebeldes e o exército governamental concordaram num calendário para o desarmamento. Desarmar os rebeldes conhecidos como Novas Forças e criar um novo exército republicano foram prioridades acordadas na cimeira do mês passado em Pretória. A Costa do Marfim tem estado em crise desde que as Novas Forças capturaram o norte do país há dois anos e meio. O processo de desarmamento, desmobilização e reintegração começará imediatamente. Novo exército Os militares de ambos os lados serão informados sobre o que lhes acontecerá e por que razão devem depor as armas. A partir de 15 de Junho, eles começarão a registar-se em centros de acantonamento que entretanto estão a ser reconstruídos. O desarmamento e o processo de desmobilização estão marcados para entre 27 de Junho e 10 de Agosto. Depois as atenções virar-se-ão para a formação de um novo exército republicano, incluindo combatentes de ambos os lados. Conversações intensas Obter o acordo dos exércitos rebelde e lealista sobre datas precisas precisou de duas semanas de conversações intensas. Os rebeldes das Novas Forças estão relutantes em desarmar antes que as numerosas milícias que apoiam o presidente Laurent Gbagbo sejam desmanteladas, e antes que sejam feitas reformas políticas. Anteriores prazos para o desarmamento não foram cumpridos. No entanto, o acordo de sábado é o calendário de desarmamento mais pormenorizado desde que o cessar-fogo foi assinado. O desarmamento deve acontecer para que as eleições presidenciais se realizem em Outubro deste ano. Os principais líderes marfinenses concordaram em fazer sua prioridade a relização de eleições livres e justas quando assinaram o acordo de Pretória no mês passado. |
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