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Mbeki dialoga com beligerantes da Costa do Marfim | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Presidente sul-africano está a mediar negociações com vista a encontrar-se uma saída para a crise marfinense. Mbeki está a realizar uma série de encontros em Pretória, tendo-se já reunido com o exilado líder da oposição, Alassane Outtara, e com os líderes de outros dois partidos políticos. Na última terça-feira, a pedido da União Africana, Mbeki esteve em Abidjan, onde se encontrou com o Presidente Laurent Gbagbo. Um porta-voz do Presidente sul-africano disse que, apesar da violência na Costa do Marfim, Thabo Mbeki saíra dos encontros de Pretória muito optimista em relação à possibilidade de se fazerem alguns progressos políticos. Diálogo Ele enfatizou que, na sua qualidade de mediador do conflito marfinense, Mbeki sentia ser urgente a abertura do diálogo entre todas as partes. O Presidente sul-africano deixou Pretória na quinta-feira à noite para assistir, na capital egípcia, às exéquias fúnebres de Yasser Arafat. Mas regressa, logo depois das cerimónias, para reactar o diálogo com as partes marfinenses. O Presidente Laurent Gbagbo não se fez representar nas negociações de Pretória. Teme-se que, dada a intensidade do ódio e da desconfiança entre os beligerantes, seja muito difícil forjar até mesmo um acordo interino de paz. A Costa do Marfim está dividida em dois; em 2002 os rebeldes assumiram o controlo da região Norte, confinando as forças governamentais ao Sul do país. Nova guerra Um acordo de paz assinado entre o governo e os rebeldes acabou por não dar frutos; o governo não aprovou legislação fundamental à integração dos rebeldes e estes, por sua vez, não desarmaram. Na semana passada, as forças governamentais desencadearam ataques aéreos e uma ofensiva terrestre contra posições rebeldes. Seguiu-se um incidente em que, por erro, a aviação governamental bombardeou forças francesas de manutenção da paz, matando nove soldados. Os franceses retaliaram, destruíndo aparelhos da força aérea marfinense, que ficou reduzida a um avião. O incidente despoletou ataques da população contra interesses e propriedades francesas. Líderes oeste-africanos deverão reunir-se, de emergência, nos próximos dias para uma cimeira convocada pelo Presidente da Nigéria e da União Africana, Olusegun Obasanjo. Evacuação Entretanto, milhares de cidadãos de países ocidentais começaram a abandonar a Costa do Marfim. A França alugou aviões comerciais, reforçou a sua presença militar, e está a liderar as operações de evacuação de estrangeiros, incluindo a dos cerca de 8 mil cidadãos franceses. A Bélgica movimentou aviões militares para apoiar a evacuação. A Grã-Bretanha enviou uma força militar para assistir a saída dos seus cerca de 400 cidadãos. O Canadá e a Alemanha organizaram pelo menos um voo cada para transportar cidadãos seus e também norte-americanos para o vizinho Ghana. A Holanda e a Espanha enviaram aeronaves militares para evacuar os seus cidadãos e também os de Portugal e dos Estados Unidos da América. |
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