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Última actualização: 08 Novembro, 2004 - Publicado em 16:13 GMT
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A velha inimizade entre franceses e marfinenses

Soldado francês
A França tem um longo historial de intervenções militares na Costa do Marfim
Não são acontecimentos novos nem as intervenções nem as manifestações anti-francesas na Costa do Marfim.

Ambas fazem parte de uma paz instável que domina o país desde o fim oficial dos confrontos armados entre o governo e os rebeldes.

Quando o exército francês se posicionou entre as forças governamentais e os rebeldes o exército marfinense estava numa situação precária.

Havia um défice enorme de moral e de equipamentos militares; o governo havia perdido o controlo de metade do país e havia o perigo de perder muitos mais territórios.

Força de paz

Efectivamente, foram os franceses que travaram os avanços dos rebeldes - sob a alegação de estarem a proteger os 20 mil cidadãos franceses e os seus enormes interesses económicos.

Hoje, os quatro mil soldados franceses fazem parte da força das Nações Unidas de manutenção da paz e assumiram a liderança nos esforços para se tentar salvar o que resta do processo de paz.

Os soldados franceses assumiram o controlo do aeroporto internacional de Abidjan e de instalações importantes nas principais cidades marfinenses.

Apoiantes indefectíveis do governo acusam-nos de estarem a tentar impôr o seu controlo colonial.

Um país-modelo destruido

Mas, na verdade, os franceses estão a dar às Nações Unidas e à União Africana tempo para que tentem salvar o acordo de cessar-fogo.

Desde a sua assinatura há quase dois anos, o entendimento esteve vezes sem conta à beira do colapso total.

Os franceses querem ter paz naquela que foi a rainha das suas colónias africanas e onde continuam a ter investimentos avaliados em milhares de milhões de dólares.

As nações da África Ocidental esperam que a Costa do Marfim volte a ser o país mais pacífico e economicamente mais bem sucedido da região.

Questões pendentes

Mas as duas partes em conflito aguardam, primeiro, por concessões mútuas. Por exemplo, apesar dos antigos rebeldes terem sido nomeados para postos ministeriais, não houve alterações legislativas sobre quem é e quem não é cidadão marfinense.

A questão da nacionalidade foi uma das questões centrais por detrás da guerra. Por outro lado, os rebeldes ainda não depuseram as suas armas - o que constitui um outro problema para o processo de paz.

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