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Bolsas se recuperam à espera de pacote nos Estados Unidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As principais bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos fecharam com altas significativas nesta terça-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior, quando um pacote de ajuda às empresas afetadas pela crise financeira foi rejeitado por congressistas americanos. O índice Dow Jones da bolsa de Nova York – que, na segunda-feira, havia registrado recorde de queda em pontos (mais de 777) – fechou o dia com ganho de 485,21 pontos e valorização de 4,68%, enquanto o índice da bolsa eletrônica Nasdaq fechou em alta de 4,97%. Seguindo a tendência americana, em São Paulo, a Bovespa encerrou o dia com alta de 7,63%. Mais cedo, as principais bolsas de valores européias fecharam com ganhos. O FTSE de Londres subiu 1,74%, o CAC de Paris, 1,99%, e o DAX de Frankfurt, 0,41% – embora, durante a manhã, os pregões na Europa tenham chegado a registrar baixas. Segundo analistas, as altas se explicam pela procura de investidores por barganhas nas bolsas. Muitos estão indo às compras, se aproveitando da queda significativa do preço das ações na segunda-feira. Mas ainda não está claro por quanto tempo essa alta prosseguirá, já que persistem incertezas sobre a aprovação do plano de US$ 700 bilhões para ajudar o sistema financeiro nos Estados Unidos. Ásia A crise voltou a dar mais sinais de intensificação na Europa, com os administradores do braço europeu do banco Lehman Brothers anunciando o corte de mais 750 empregos, e a França anunciou uma ajuda de três bilhões de euros a um banco. Na Rússia, a preocupação dos investidores ficou evidente depois que as negociações foram suspensas logo após o início do pregão e até a hora do almoço, para evitar perdas maiores. Um dia antes, o principal índice local, o RTS, fechou em queda de 7,11%, enquanto o MICEX havia perdido 5,5%. Na Ásia, o cenário foi ainda mais pessimista. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 4,12% para 11.259,86 pontos, o nível mais baixo dos últimos três anos. Já a queda em Seul foi menor: 0,57%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng chegou a se recuperar e registrar alta: 0,8%, para 18.106,21 pontos. Na China, a bolsa de Xangai está fechada para feriado até o dia 6 de outubro. Nesta terça-feira, líderes asiáticos manifestaram sua preocupação com o futuro do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões dos Estados Unidos aos bancos. "Isso vai ter um grande impacto na economia dos Estados Unidos e também vai afetar a economia global", afirmou o ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano. Já o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, afirmou ter conversado com o colega britânico Gordon Brown, e os dois teriam concordado em pedir ao Congresso americano urgência para aprovar o acordo. Na Austrália, a bolsa de Sidney marcou queda de 4,3%. Pronunciamento de Bush Em um pronunciamento nesta terça-feira, o presidente americano George W. Bush disse que a rejeição do pacote não foi o fim do processo legislativo para aprová-lo e advertiu que o impacto nos Estados Unidos será doloroso e duradouro se nada for feito. Devido ao ano novo judaico, o Congresso americano não deve voltar a se reunir até a próxima quinta-feira. O correspondente da BBC em Washington, Jonathan Beale, diz que será difícil realizar uma nova votação do pacote antes do fim de semana. Na segunda-feira, a Câmara americana rejeitou por 228 votos contra 205 o megapacote econômico de US$ 700 bilhões proposto pelo governo de Bush. Cerca de dois terços dos deputados republicanos, correligionários do presidente, votaram contra o pacote. Os deputados republicanos levantaram objeções tanto quanto ao conteúdo do pacote como quanto à pressa com que ele foi colocado em votação. No fim de semana, líderes partidários haviam chegado a um acordo em relação a pontos polêmicos, como mecanismos de supervisão do mercado financeiro, proteção para os contribuintes e limites aos salários de executivos de instituições financeiras. As concessões, porém, não foram suficientes para convencer boa parte dos congressistas a seguir a orientação dos líderes no plenário. |
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