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Bolsas têm dia tenso à espera de pacote nos Estados Unidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As principais bolsas de valores do mundo tiveram nesta sexta-feira mais um dia de tensão, refletindo a ansiedade quanto às negociações, nos Estados Unidos, para a aprovação do plano de resgate da economia. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York teve um dia volátil, com momentos de altas e baixas, e acabou encerrando o dia em alta de 1,1%. O índice da bolsa eletrônica Nasdaq, por outro lado, fechou em ligeira baixa, de 0,15%. No Brasil e na Europa, as principais bolsas terminaram a sexta-feira com baixas. No Congresso americano – que entraria em recesso a partir deste sábado por causa das eleições presidenciais de novembro –, legisladores mantêm negociações sobre o plano de US$ 700 bilhões e mostraram-se dispostos a atravessar o fim de semana discutindo seus pontos, com a meta de aprovar o pacote antes da abertura dos mercados na segunda-feira. A proposta do governo enfrenta a resistência de um grupo de parlamentares do próprio partido republicano, o mesmo do presidente George W. Bush, e de democratas. "Ficaremos em sessão o quanto for necessário, até terminar", disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, em uma coletiva. Ele disse que não vê motivo para que o pacote não seja aprovado pelo Congresso antes de segunda. Em outra coletiva, a porta-voz da Presidência americana, Dana Perino, reforçou a expectativa de que o pacote seja aprovado no máximo até a manhã de segunda-feira.
"Nós vamos continuar trabalhando nisso. Não vejo nenhuma razão para acreditar que isso não possa ser aprovado até segunda-feira", disse. Dificuldades à frente O analista da BBC Adam Brookes prevê que parte dos republicanos vai continuar a resistir ao pacote. "Eles também vão tentar convencer John McCain, o candidato presidencial, a se juntar a eles nessa direção", disse. Os republicanos "rebeldes" são contra o uso do dinheiro do contribuinte da forma como está sendo proposta pelo governo e defendem alternativas de intervenção governamental nos bancos para aliviar seus títulos podres. Os democratas, por outro lado, querem que o pacote limite os ganhos de executivos de instituições que seriam beneficiadas e também que os contribuintes que correm o risco de perder suas casas por causa da crise também recebam ajuda. De acordo com o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, os democratas parecem dispostos a aprovar a proposta apenas se ele tiver todo o respaldo dos republicanos e se John McCain, o candidato republicano à Casa Branca, se retirar das negociações.
McCain, que por causa da crise econômica vinha ameaçando não participar nesta sexta-feira do primeiro debate presidencial com o rival democrata, Barack Obama, confirmou que irá participar do embate. As negociações acontecem em um momento em que a crise deu outro sinal de estar se agravando. Mais um banco quebrou nesta quinta-feira, o Washington Mutual – o segundo maior banco americano em volume de depósitos e poupança. Seus ativos foram vendidos para o rival JP Morgan Chase por US$ 1,9 bilhão. A valorização das ações do JP Morgan Chase após a confirmação do negócio ajudou a levantar o índice Dow Jones. Bush A sexta-feira começou com George W. Bush dizendo que o plano de resgate econômico apresentado por seu governo deverá ser aprovado pelo Congresso. Bush disse que os Estados Unidos "enfrentam um grande problema e precisam agir com rapidez" na aprovação do plano com medidas para tentar salvar a economia do país. Em um rápido pronunciamento, ele indicou que as negociações para a aprovação do plano, submetido à apreciação de congressistas, continuam. "Há discordâncias em relação ao plano. Mas ninguém discorda que é preciso fazer alguma coisa. A legislação vai ser aprovada pelo Congresso", disse Bush. |
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