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Atualizado às: 26 de setembro, 2008 - 23h08 GMT (20h08 Brasília)
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Bolsas têm dia tenso à espera de pacote nos Estados Unidos
Homem passa em frente a painel com dados do mercado em Chengdu, na China
Investidores aguardam a aprovação do pacote bilionário
As principais bolsas de valores do mundo tiveram nesta sexta-feira mais um dia de tensão, refletindo a ansiedade quanto às negociações, nos Estados Unidos, para a aprovação do plano de resgate da economia.

O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York teve um dia volátil, com momentos de altas e baixas, e acabou encerrando o dia em alta de 1,1%. O índice da bolsa eletrônica Nasdaq, por outro lado, fechou em ligeira baixa, de 0,15%.

No Brasil e na Europa, as principais bolsas terminaram a sexta-feira com baixas.

No Congresso americano – que entraria em recesso a partir deste sábado por causa das eleições presidenciais de novembro –, legisladores mantêm negociações sobre o plano de US$ 700 bilhões e mostraram-se dispostos a atravessar o fim de semana discutindo seus pontos, com a meta de aprovar o pacote antes da abertura dos mercados na segunda-feira.

A proposta do governo enfrenta a resistência de um grupo de parlamentares do próprio partido republicano, o mesmo do presidente George W. Bush, e de democratas.

"Ficaremos em sessão o quanto for necessário, até terminar", disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, em uma coletiva.

Ele disse que não vê motivo para que o pacote não seja aprovado pelo Congresso antes de segunda.

Em outra coletiva, a porta-voz da Presidência americana, Dana Perino, reforçou a expectativa de que o pacote seja aprovado no máximo até a manhã de segunda-feira.

Fechamento das principais bolsas nesta sexta-feira
FTSE (Londres) -2,09%
CAC (Paris) -1,5%
DAX (Frankfurt) -1,77
Bovespa (São Paulo) -2,02%
Dow Jones (Nova York) +1,1%
Nasdaq (Nova York) -0,15%

"Nós vamos continuar trabalhando nisso. Não vejo nenhuma razão para acreditar que isso não possa ser aprovado até segunda-feira", disse.

Dificuldades à frente

O analista da BBC Adam Brookes prevê que parte dos republicanos vai continuar a resistir ao pacote. "Eles também vão tentar convencer John McCain, o candidato presidencial, a se juntar a eles nessa direção", disse.

Os republicanos "rebeldes" são contra o uso do dinheiro do contribuinte da forma como está sendo proposta pelo governo e defendem alternativas de intervenção governamental nos bancos para aliviar seus títulos podres.

Os democratas, por outro lado, querem que o pacote limite os ganhos de executivos de instituições que seriam beneficiadas e também que os contribuintes que correm o risco de perder suas casas por causa da crise também recebam ajuda.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, os democratas parecem dispostos a aprovar a proposta apenas se ele tiver todo o respaldo dos republicanos e se John McCain, o candidato republicano à Casa Branca, se retirar das negociações.

George W. Bush, presidente dos Estados Unidos
Bush disse que pacote será aprovado pelo Congresso americano

McCain, que por causa da crise econômica vinha ameaçando não participar nesta sexta-feira do primeiro debate presidencial com o rival democrata, Barack Obama, confirmou que irá participar do embate.

As negociações acontecem em um momento em que a crise deu outro sinal de estar se agravando.

Mais um banco quebrou nesta quinta-feira, o Washington Mutual – o segundo maior banco americano em volume de depósitos e poupança. Seus ativos foram vendidos para o rival JP Morgan Chase por US$ 1,9 bilhão.

A valorização das ações do JP Morgan Chase após a confirmação do negócio ajudou a levantar o índice Dow Jones.

Bush

A sexta-feira começou com George W. Bush dizendo que o plano de resgate econômico apresentado por seu governo deverá ser aprovado pelo Congresso.

Bush disse que os Estados Unidos "enfrentam um grande problema e precisam agir com rapidez" na aprovação do plano com medidas para tentar salvar a economia do país.

Em um rápido pronunciamento, ele indicou que as negociações para a aprovação do plano, submetido à apreciação de congressistas, continuam.

"Há discordâncias em relação ao plano. Mas ninguém discorda que é preciso fazer alguma coisa. A legislação vai ser aprovada pelo Congresso", disse Bush.

George W. BushCrise financeira
Plano econômico vive impasse nos Estados Unidos.
Bovespa (arquivo)'Financial Times'
Crise mundial 'pode beneficiar Brasil', diz diário britânico.
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