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Plano econômico vive impasse nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Negociações em Washington para a aprovação de um plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo dos Estados Unidos quase não avançaram, apesar de anúncios dizendo o contrário ao longo da quinta-feira. O dia começou de forma promissora, quando, após dias seguidos de discussões, tudo levava a crer que representantes no Congresso dos partidos Republicano e Democrata teriam atingido um acordo a respeito das linhas gerais do pacote econômico de US$ 700 bilhões, proposto pelo governo americano. Mas ao longo do dia as negociações desandaram e, ao longo da noite de quinta, após horas de negociações com o presidente George W. Bush, os congressistas disseram precisar debater mais até chegar a um acordo. Os líderes do Congresso se reunirão novamente nesta sexta-feira, para tentar alcançar um acordo. Em Wall Street, sindicalistas, bem como outros manifestantes, realizaram um protesto contra o pacote, que, segundo eles, representa ''um cheque em branco'' para o sistema financeiro. Impasse O impasse sobre o projeto ocorreu um dia depois de o presidente Bush pedir urgência na aprovação do pacote, sob o argumento de que se o projeto não for aprovado, a economia do país poderá entrar em recessão. Na quinta-feira, por volta das 16h (17h do horário Brasília), o presidente Bush se reuniu com a líder da Câmara, Nancy Pelosi, o presidente do Senado, Harry Reid, e os dois candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain. Acreditava-se que o encontro fosse meramente protocolar uma vez que já teria sido firmado um acordo para a aprovação do pacote. Mas nas horas seguintes a situação mudou e, curiosamente, a proposta acabou não sendo aprovada, em boa parte, devido à uma rebelião por parte dos congressistas do Partido Republicano do presidente Bush. A ala mais conservadora dos republicanos discordou do elevado custo do pacote e com o fato de ele fazer com que o governo realize uma pesada interferência no mercado financeiro. O senador republicano Richard Shelby, do Estado do Alabama, o principal representante de seu partido no Comitê de Finanças do Senado, era um dos participantes da reunião com Bush na Casa Branca e foi um dos primeiros a dizer que ''obviamente não há acordo''. Em seguida, foi a vez de a campanha de McCain divulgar um comunicado dizendo que ''o plano proposto pela atual administração não conta com a confiança e não irá proteger os contribuintes''. De acordo com relatos, McCain permaneceu em silêncio durante boa parte da reunião que contou com a presença de Bush, o que deixou dúvidas sobre a sua postura em relação ao pacote. O republicano havia anunciado na quarta-feira que estava suspendendo a sua campanha e solicitou ainda o adiamento do debate marcado para esta sexta-feira. Barack Obama, no entanto, anunciou que a gravidade da atual situação econômica é justamente a maior razão para que um debate seja realizado o quanto antes. |
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