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Atualizado às: 20 de setembro, 2008 - 12h08 GMT (09h08 Brasília)
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Revelados mais detalhes de plano dos EUA para crise
Operador da bolsa de Nova York
Bolsas tiveram altas significativas após anúncio nesta sexta
Ao fim de uma turbulenta semana para a economia mundial, começam a emergir os primeiros detalhes do plano de emergência a ser proposto pelo governo americano para combater uma das piores crises financeiras mundiais em décadas.

Neste sábado, congressistas e representantes do Tesouro continuam a discutir os detalhes do plano, que deve ser apresentado no início da semana para ser transformado em lei.

O Tesouro americano está propondo um fundo de até US$ 800 bilhões para comprar a maior parte dos papéis podres do mercado hipotecário americano.

Segundo o presidente americano George W. Bush, é "uma ação sem precedentes" diante de um "desafio sem precedentes".

O plano anunciado pelas autoridades americanas deve incluir a criação de uma agência para absorver papéis podres (que têm um risco muito alto de prejuízo ao investidor) espalhados pelo mercado, o que teria que ser aprovado pelo Congresso.

Essa medida ajudaria os bancos de Wall Street a se livrar desses papéis, melhorando suas finanças.

Acredita-se que a intenção seja guardá-los em nome do contribuinte até que eles possam ser vendidos de novo, em algum ponto, num futuro distante, explica o repórter da BBC em Washington Justin Webb.

Alguns integrantes do Congresso não concordam que bilhões de dólares do contribuinte sejam usados na compra desses papéis, afirma, Webb, mas o líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes, Steney Hoyer, disse esperar uma ação rápida.

Bolsas

O anúncio do plano teve reflexo imediato nas bolsas de valores de todo o mundo, que registraram alta vigorosa na sexta-feira.

As linhas gerais do plano foram discutidas em um encontro entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington.

Paulson afirmou que o plano para salvar o mercado americano da atual crise financeira custará às famílias americanas "muito menos do que a alternativa: a continuidade da falência de uma série de instituições financeiras e o congelamento dos mercados de crédito".

"A segurança financeira de todos os americanos depende da nossa habilidade de recolocar as nossas instituições financeiras de pé", afirmou Paulson. O secretário do Tesouro disse ainda que é preciso "atacar as causas do problema".

Por sua vez, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que uma intervenção do governo no mercado é "essencial" neste momento.

Altas recordes

Diante das informações sobre o plano do governo americano, as bolsas de valores de Londres e Paris fecharam com altas de mais de 8%.

Também foram registradas valorizações significativas nas bolsas de Nova York (o índice Dow Jones subiu 3,3% nesta sexta) e na Bovespa - que fechou o dia com alta de 9,5%.

 A segurança financeira de todos os americanos depende da nossa habilidade de recolocar as nossas instituições financeiras de pé.
Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA

Outra medida adiantada pelas autoridades americanas é o uso de até US$ 50 bilhões de um fundo de emergência criado após a grande depressão, no início da década de 30, para socorrer investidores de fundos mútuos (fundos administrados por sociedades de investimento).

Com o dinheiro, o governo garantiria o pagamento de títulos de curto prazo desses fundos, formados por papéis da dívida pública americana, títulos de empresas e outros papéis negociáveis considerados de baixo risco.

Nesta sexta-feira, a SEC - órgão que fiscaliza o mercado financeiro americano, similar à Comissão de Valores Mobiliários brasileira - anunciou a proibição das vendas a descoberto de posições de 799 empresas da área financeira por um período inicial de dez dias.

A venda a descoberto ocorre quando um operador pega emprestado ações de outro para vendê-las, esperando comprá-las de volta a um preço mais baixo e, assim, obter lucro com a diferença. Analistas dizem que esse tipo de operação está por trás de quedas acentuadas em ações de alguns bancos.

Essa medida, de acordo com a SEC, visa resgatar a confiança dos investidores e proteger a integridade e a qualidade do mercado acionário.

Mais medidas

Paulson, Bernanke e parlamentares americanos devem continuar negociando o plano durante o fim de semana.

“Nós conversamos sobre uma abordagem abrangente, que vai exigir a aprovação de leis para lidar com os ativos sem liquidez das instituições financeiras”, disse o secretário do Tesouro a respeito da primeira reunião para discutir a proposta.

Segundo Paulson, as dívidas podres estão “entupindo” o sistema financeiro.

“Para restaurar a confiança em nossos mercados e em nossas instituições financeiras, a fim de que eles possam impulsionar nosso crescimento e prosperidade, nós precisamos lidar com o problema por trás disso.”

O plano americano foi anunciado em um momento em que bancos centrais de vários países continuam injetando bilhões de dólares no mercado para estimular a liquidez.

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