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Notícias de plano para frear crise animam mercado nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos pode anunciar um plano para tentar frear a crise financeira global fez os principais índices americanos subirem nesta quinta-feira. Em Nova York, o Dow Jones encerrou com uma alta de 3,86%, fechando com 11.019,69 pontos. O índice havia fechado com uma baixa de mais de 4% na quarta-feira. O índice Nasdaq também teve alta, encerrando a quinta-feira com um crescimento de 4,78%, com 2.199,10 pontos. Com os bons resultados nos Estados Unidos e o anúncio de uma intervenção do Banco Central no câmbio, a bolsa de São Paulo também encerrou a quinta-feira em alta de 5,48%, atingindo 48.422 pontos. O motivo do fôlego nas bolsas foram as notícias de que o Tesouro dos Estados Unidos estaria planejando uma grande intervenção federal que consistiria na criação de uma entidade que compraria ativos duvidosos das instituições financeiras em crise, uma solução semelhante à adotada durante a crise da década de 1980. Europa As notícias, no entanto, não afetaram os mercados na Europa, que fecharam mais cedo. Apesar de terem iniciado o pregão em alta, as bolsas da Alemanha, França e Grã-Bretanha não tiveram bons resultados. O índice FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 0,6% e o CAC 40, de Paris, caiu 1%. Em Frankfurt, o Dax terminou o dia com leve alta de 0,04%. Na Rússia, onde as ações registraram o maior recuo em três anos, o principal mercado financeiro em Moscou deve permanecer fechado até sexta-feira. "EUA não vão recuar" Ainda nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um curto pronunciamento em Washington a respeito da crise nos mercados financeiros globais. Bush lembrou das decisões recentes do governo americano, como o empréstimo de US$ 85 bilhões para ajudar o grupo de seguros AIG e a intervenção nas gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac. O presidente americano aproveitou para garantir que o governo não recuará, caso sejam necessárias outras intervenções. "O povo americano pode ter certeza que vamos continuar a tomar providências para fortalecer e estabilizar nossos mercados financeiros e melhorar a confiança do investidor", afirmou. Mais ajuda Os bancos centrais de diversos países anunciaram medidas coordenadas para tentar conter a crise nos mercados financeiros globais. Entre as medidas, está a injeção de bilhões de dólares para garantir a liquidez nos mercados. O Fed (Federal Reserve) - em ação conjunta com os BCs do Canadá, Grã-Bretanha, União Européia, Japão e Suíça - anunciou que vai injetar US$ 180 bilhões no mercado financeiro, diante da crise nas bolsas de todo o mundo. O dinheiro servirá para trocas temporárias de moedas entre os bancos com taxas de câmbios diferenciadas, para aliviar a pressão sobre o dólar. Os bancos centrais da Grã-Bretanha e da Europa vão liberar US$ 40 bilhões e US$ 55 bilhões, respectivamente. A medida coordenada foi tomada quatro dias depois do agravamento da crise nos mercados financeiros, que já vinham atravessando turbulência desde o ano passado. |
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