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Atualizado às: 18 de setembro, 2008 - 23h54 GMT (20h54 Brasília)
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Notícias de plano para frear crise animam mercado nos EUA
Operadores na Bolsa de Noava York (AP)
Bolsa de Nova York tem alta com notícias de possível pacote
A notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos pode anunciar um plano para tentar frear a crise financeira global fez os principais índices americanos subirem nesta quinta-feira.

Em Nova York, o Dow Jones encerrou com uma alta de 3,86%, fechando com 11.019,69 pontos. O índice havia fechado com uma baixa de mais de 4% na quarta-feira.

O índice Nasdaq também teve alta, encerrando a quinta-feira com um crescimento de 4,78%, com 2.199,10 pontos.

Com os bons resultados nos Estados Unidos e o anúncio de uma intervenção do Banco Central no câmbio, a bolsa de São Paulo também encerrou a quinta-feira em alta de 5,48%, atingindo 48.422 pontos.

O motivo do fôlego nas bolsas foram as notícias de que o Tesouro dos Estados Unidos estaria planejando uma grande intervenção federal que consistiria na criação de uma entidade que compraria ativos duvidosos das instituições financeiras em crise, uma solução semelhante à adotada durante a crise da década de 1980.

Europa

As notícias, no entanto, não afetaram os mercados na Europa, que fecharam mais cedo.

Apesar de terem iniciado o pregão em alta, as bolsas da Alemanha, França e Grã-Bretanha não tiveram bons resultados.

O índice FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 0,6% e o CAC 40, de Paris, caiu 1%. Em Frankfurt, o Dax terminou o dia com leve alta de 0,04%.

Na Rússia, onde as ações registraram o maior recuo em três anos, o principal mercado financeiro em Moscou deve permanecer fechado até sexta-feira.

"EUA não vão recuar"

Ainda nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um curto pronunciamento em Washington a respeito da crise nos mercados financeiros globais.

Bush lembrou das decisões recentes do governo americano, como o empréstimo de US$ 85 bilhões para ajudar o grupo de seguros AIG e a intervenção nas gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac.

O presidente americano aproveitou para garantir que o governo não recuará, caso sejam necessárias outras intervenções.

"O povo americano pode ter certeza que vamos continuar a tomar providências para fortalecer e estabilizar nossos mercados financeiros e melhorar a confiança do investidor", afirmou.

Mais ajuda

Os bancos centrais de diversos países anunciaram medidas coordenadas para tentar conter a crise nos mercados financeiros globais. Entre as medidas, está a injeção de bilhões de dólares para garantir a liquidez nos mercados.

O Fed (Federal Reserve) - em ação conjunta com os BCs do Canadá, Grã-Bretanha, União Européia, Japão e Suíça - anunciou que vai injetar US$ 180 bilhões no mercado financeiro, diante da crise nas bolsas de todo o mundo.

O dinheiro servirá para trocas temporárias de moedas entre os bancos com taxas de câmbios diferenciadas, para aliviar a pressão sobre o dólar.

Os bancos centrais da Grã-Bretanha e da Europa vão liberar US$ 40 bilhões e US$ 55 bilhões, respectivamente.

A medida coordenada foi tomada quatro dias depois do agravamento da crise nos mercados financeiros, que já vinham atravessando turbulência desde o ano passado.

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