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Atualizado às: 19 de setembro, 2008 - 04h01 GMT (01h01 Brasília)
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EUA estudam plano para frear crise financeira
Operadores na Bolsa de Noava York (AP)
Bolsa de Nova York tem alta com notícias de possível pacote
O governo dos Estados Unidos anunciou na noite desta quinta-feira que está trabalhando em um plano para frear a crise financeira que derrubou mercados em todo o mundo nesta semana.

As linhas gerais do plano foram discutidas nesta quinta-feira em um encontro entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente do Fed, o Banco Central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington.

"Falamos sobre uma abordagem geral que vai requerer uma nova legislação para lidar com ativos duvidosos nas instituições financeiras", declarou o secretário do Tesouro.

Não foram divulgados mais detalhes sobre o plano, que deve continuar a ser trabalhado durante o final de semana.

Paulson ainda afirmou ter certeza de que as medidas para debelar a crise contarão com o apoio do Congresso.

“Este país é capaz que se unir e fazer as coisas rapidamente para o bem do povo americano”.

Segundo a correspondente da BBC em Washington, Jane O'Brien, especula-se que uma das medidas a serem tomadas seria a criação de uma agência que compraria ativos duvidosos das instituições financeiras em crise.

Informações dão conta que Paulson procura uma solução parecida com o Resolution Trust Corp (RTC), entidade criada na década de 1980 e que tomou controle de bancos pequenos nos Estados Unidos para tentar vender seus ativos.

Na época, o RTC custou US$ 400 bilhões, o que equivale a US$ 1 trilhão em números atuais.

Segundo Steve Schifferes, repórter de economia da BBC, o custo do resgate deve ser ainda maior desta vez, graças a estimativas de que os ativos podres das hipotecas girem em torno de US$ 2 trilhões.

Outra possibilidade seria a criação de uma legislação que obrigaria credores a renegociarem as hipotecas que os donos de imóveis estão com dificuldades em pagar.

Proibição em Londres

Em Londres, a autoridade financeira britânica proibiu esta semana uma prática de investimento chamada de "short-selling", que muitos analistas responsabilizam pela queda de ações da HBOS, um dos bancos que foi comprado nesta semana.

Com o short-selling, os investidores tomam emprestado papéis (como ações, moedas ou contratos) de outros investidores e os revendem em um determinado mercado, esperando que o preço caia.

O objetivo é recomprar o papel a preço mais barato, devolver as ações ao dono original e ficar com o lucro obtido com a diferença entre o preço de venda e recompra das ações.

Em função da crise, o governo britânico proibiu o "short-selling" até o dia 16 de janeiro de 2009. O temor é que algumas instituições financeiras em situação instável sejam afetadas por essas operações, como o que aconteceu com o HBOS esta semana. O banco acabou sendo comprado pelo Lloyds TSB.

Novo fôlego

Os rumores de que o governo estaria trabalhando em um plano de contenção à crise financeira global fez os principais índices americanos subirem já nesta quinta-feira.

Em Nova York, o Dow Jones encerrou com uma alta de 3,86%, fechando com 11.019,69 pontos. O índice havia fechado com uma baixa de mais de 4% na quarta-feira.

O índice Nasdaq também teve alta, encerrando a quinta-feira com um crescimento de 4,78%, com 2.199,10 pontos.

Com os bons resultados nos Estados Unidos e o anúncio de uma intervenção do Banco Central no câmbio, a bolsa de São Paulo também encerrou a quinta-feira em alta de 5,48%, atingindo 48.422 pontos.

Nas primeiras horas desta sexta-feira, as bolsas asiáticas reagiram bem às notícias.

O índice Nikkei, em Tóquio, abriu esta sexta-feira com uma alta de 2,8%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 7% nas primeiras horas desta sexta-feira. Já a bolsa de Xangai subiu 9,5%.

Mais ajuda

Nesta quinta-feira, os bancos centrais de diversos países anunciaram medidas coordenadas para tentar conter a crise nos mercados financeiros globais. Entre as medidas, está a injeção de bilhões de dólares para garantir a liquidez nos mercados.

O Fed (Federal Reserve) - em ação conjunta com os BCs do Canadá, Grã-Bretanha, União Européia, Japão e Suíça - anunciou que vai injetar US$ 180 bilhões no mercado financeiro, diante da crise nas bolsas de todo o mundo.

O dinheiro servirá para trocas temporárias de moedas entre os bancos com taxas de câmbios diferenciadas, para aliviar a pressão sobre o dólar.

Os bancos centrais da Grã-Bretanha e da Europa vão liberar US$ 40 bilhões e US$ 55 bilhões, respectivamente.

A medida coordenada foi tomada quatro dias depois do agravamento da crise nos mercados financeiros, que já vinham atravessando turbulência desde o ano passado.

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