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França anuncia ajuda de 3 bilhões de euros a banco | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pela primeira desde o início da crise financeira mundial, o governo francês precisou intervir para salvar um banco. O governo anunciou nesta terça que vai injetar 3 bilhões de euros no banco franco-belga Dexia, líder mundial de empréstimos para prefeituras e serviços públicos - como hospitais. No total, o Dexia, que começou a registrar grandes dificuldades em sua filial americana, especializada em seguros para empréstimos, receberá um aumento de capital de 6,4 bilhões de euros. O governo da Bélgica também irá investir 3 bilhões de euros e, o de Luxemburgo, 375 milhões de euros. "Esta decisão foi tomada para garantir a continuidade do financiamento das prefeituras francesas como também para garantir a continuidade e o bom funcionamento dos sistemas financeiros francês e europeu", afirma a Presidência francesa em um comunicado. Queda Na segunda-feira, as ações do banco caíram 28,5% na bolsa de Paris. Após o anúncio do aumento de capital nesta terça, a cotação registrou alta de quase 10%. O Dexia é a quarta instituição financeira européia de grande porte a ter sua falência evitada nos últimos dois dias, após a nacionalização parcial do belga-holandês Fortis, do britânico Bradford & Bingley, também nacionalizado, e do alemão Hypo Real Estate, que recebeu na segunda-feira uma linha de crédito de 35 bilhões de euros, garantida pelo Estado. Até recentemente, estimava-se que o setor bancário europeu seria poupado da crise nos Estados Unidos por possuir um sistema onde predominam bancos comerciais, de depósitos, diferentemente dos Estados Unidos, com inúmeros bancos de investimentos, como o Lehman Brothers e Merril Lynch. O anúncio da recapitalização do banco franco-belga Dexia foi feito após uma reunião de emergência nesta terça no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, às 5 horas da manhã (meia-noite em Brasília). Em um discurso na quinta-feira passada, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que "o Estado francês garantiria a segurança e a continuidade do sistema bancário e financeiro do país em caso de ameaças". Ele também prometeu a intervenção do Estado em caso de dificuldades que levassem à restrição do crédito, por parte dos bancos, aos particulares e às empresas. Financiamentos Ainda na manhã desta terça, Sarkozy realizou outra reunião de crise com os dirigentes dos principais bancos e seguradoras da França, que contou também com a presença de autoridades do governo, como a ministra da Economia, o presidente do Banco Central Francês e do Tesouro. Após o encontro, a Presidência informou que irá divulgar até o final desta semana medidas para facilitar a concessão de financiamentos bancários. "O sistema financeiro francês é sólido e estável", reiteraram após o encontro com Sarkozy alguns dirigentes de bancos e seguradoras do país, sem dar nenhuma outra informação sobre a reunião. O presidente Sarkozy também convocou para até o final desta semana uma reunião em Paris dos quatro países europeus do G-8 (França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália) com os presidentes da Comissão Européia e do Banco Central Europeu para discutir sobre a crise financeira mundial. A situação econômica na França se deteriora. Após o anúncio de queda de 0,3% do PIB no segundo trimestre deste ano (último dado disponível), o governo anunciou na segunda-feira o maior aumento do índice de desemprego no país desde 1993. A taxa aumentou 2,2% em agosto, com 41,3 mil novos desempregados, totalizando quase dois milhões de pessoas. O governo francês já admitiu que a alta do desemprego vai durar "no mínimo um ano". |
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