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Confira os argumentos pró e contra o plano de resgate | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Enquanto prosseguem em Washington as negociações para a aprovação de um resgate econômico de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo de George W. Bush, a BBC News preparou uma lista de argumentos a favor e contra a proposta. Pró-resgate Estabilidade financeira global - O plano tem o objetivo de acalmar um sistema financeiro global extremamente volátil. As nações mais ricas do mundo que formam o G7 afirmam que o pacote irá "proteger a integridade do sistema financeiro internacional". Bem-estar dos investidores - Investidores ao redor do mundo precisam de um estímulo para recuperar a confiança. Na opinião do investidor bilionário Warren Buffett, o plano é "absolutamente necessário" para ajudar a tirar o sistema financeiro de um "Pearl Harbour" econômico. Desaceleração global - Todos os lados concordam que é preciso evitar a recessão nas maiores economias do mundo e o efeito que isso terá para países que dependem nos Estados Unidos para comércio. Segurança de empregos - O plano poderia ajudar a garantir empregos em todos os setores da economia americana e evitar falências que "ameaçam o bem-estar financeiro de famílias americas", segundo o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson. Congelamento de crédito - Manter dinheiro fluindo pelos mercados para que as instituições financeiras continuem a emprestar entre elas, a empresas e consumidores, é vital para o funcionamento de qualquer economia. Lucros podres - O custo de US$ 700 bilhões para sanear os bancos livrando-os de papéis podres pode parecer alto, mas quando as autoridades venderem esses títulos no futuro, o valor obtido pode ter subido o suficiente para que gerar lucro. Contra o resgate Carga para o contribuinte - O governo planeja comprar os papéis em seu valor de vencimento, o que é bem acima do valor de mercado. Se o valor desses papéis não melhorar nos próximos anos, o resgate pode custar caro aos contribuintes. Inflando a dívida do Estado - Alguns economistas afirmam que o plano poderia aumentar o déficit orçamentário, o que poderia, por sua vez, aumentar a inflação. Paulson pediu que o montante autorizado para endividamento do Estado aumente de US$ 10,6 trilhões para US$ 11,3 trilhões. O verdadeiro custo do plano - Já que as autoridades teriam o poder de comprar quase todo tipo de papel a qualquer preço e vender esse títulos no futuro, é quase impossível calcular o custo real do plano. Altos salários no sistema financeiro - Muitos questionam se não deveria haver um controle sobre os altos salários dos chefes dentro das instituições que estão sendo beneficiadas pelo resgate, já que acredita-se que foi Wall Street "que criou essa confusão". O poder fenomenal do secretário do Tesouro americano, Henry Paulson - A proposta de resgate é criação de Paulson e ele vai controlar como os US$ 700 bilhões serão gastos. Muita exposição - Alguns congressistas afirmam que o governo deveria ter o direito de ter uma participação em qualquer instituição que esteja recebendo ajuda financeira, o que daria ao Estado o direito de comprar ações dessas empresas no futuro. Controle - A proposta prevê que seja elaborado um relatório duas vezes ao ano, mas os críticos insistem que haja um acompanhamento maior. Cidadãos comuns -Alguns defendem que esse pacote deveria ser estendido para ajudar os americanos comuns que correm o risco de perder suas casas. |
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