BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 26 de setembro, 2008 - 17h04 GMT (14h04 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Bush diz que pacote será aprovado pelo Congresso
George W. Bush
Presidente dos EUA disse que país enfrenta um 'grande problema'
O presidente americano, George W. Bush disse nesta sexta-feira que o plano de resgate econômico apresentado por seu governo deverá ser aprovado pelo Congresso.

Bush disse que os Estados Unidos "enfrentam um grande problema e precisam agir com rapidez" na aprovação do plano com medidas para tentar salvar a economia do país.

Em um rápido pronunciamento, ele indicou que as negociações para a aprovação do plano, submetido à apreciação de congressistas, continuam.

"Há discordâncias em relação ao plano. Mas ninguém discorda que é preciso fazer alguma coisa. A legislação vai ser aprovada pelo Congresso", disse Bush às 09h35 em Washington (10h35 em Brasília).

Negociações

O Congresso americano – que entraria em recesso a partir deste sábado, por causa das eleições presidenciais de novembro – deve continuar funcionando até a aprovação do plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões.

“Nós vamos terminar isso e ficar em sessão o quanto for necessário até terminar”, disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, em uma coletiva.

Ele disse que não vê motivo para que o pacote não seja aprovado pelo Congresso antes da abertura dos mercados na segunda-feira.

Em outra coletiva, a porta-voz da Presidência americana Dana Perino reforçou a expectativa de que o pacote seja aprovada no máximo até a manhã de segunda-feira.

“Nós vamos continuar trabalhando nisso. Não vejo nenhuma razão para acreditar que isso não possa ser aprovado até segunda-feira”, disse.

O canal de TV americano Fox News disse que os congressistas estão trabalhando para fechar um acordo até a meia-noite desta sexta-feira (1h de sábado, em Brasília).

Republicanos

Na quinta-feira, por volta das 16h (17h do horário Brasília), o presidente Bush se reuniu com a líder da Câmara, Nancy Pelosi, Reid e os dois candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain. Acreditava-se que o encontro fosse meramente protocolar uma vez que já teria sido firmado um acordo para a aprovação do pacote.

Mas nas horas seguintes a situação mudou e, curiosamente, a proposta acabou não sendo aprovada, em boa parte, devido a uma rebelião por parte dos congressistas do Partido Republicano do presidente Bush.

A ala mais conservadora dos republicanos discordou do elevado custo do pacote e com o fato de ele fazer com que o governo realize uma pesada interferência no mercado financeiro.

O senador republicano Richard Shelby, do Estado do Alabama, o principal representante de seu partido no Comitê de Finanças do Senado, era um dos participantes da reunião com Bush na Casa Branca e foi um dos primeiros a dizer que ''obviamente não há acordo''.

Em seguida, foi a vez de a campanha de McCain divulgar um comunicado dizendo que ''o plano proposto pela atual administração não conta com a confiança e não irá proteger os contribuintes''.

Reid criticou a participação de McCain nas negociações. Segundo ele, “a introdução de política presidencial não tem ajudado, tem sido prejudicial” nos entendimentos, e McCain não deixou clara sua posição acerca do pacote.

Dificuldades à frente

O analista da BBC Adam Brookes prevê negociações difíceis no Congresso nesta sexta-feira.

Segundo ele, os republicanos vão continuar a resistir ao pacote. “Eles também vão tentar convencer John McCain, o candidato presidencial, a se juntar a eles nessa direção”, disse.

McCain, que vinha ameaçando não participar do primeiro debate presidencial com o rival democrata, Barack Obama, confirmou nesta sexta-feira que irá participar do embate.

As negociações acontecem em um momento em que a crise econômica americana deu mais um sinal de estar se agravando.

Mais um banco quebrou nesta quinta-feira, o Washington Mutual. Seus ativos foram vendidos para o rival JP Morgan Chase por US$ 1,9 bilhão.

O Washington Mutual era o segundo maior banco americano em volume de depósitos e poupança.


George W. BushCrise financeira
Plano econômico vive impasse nos Estados Unidos.
Bovespa (arquivo)'Financial Times'
Crise mundial 'pode beneficiar Brasil', diz diário britânico.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade