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Irlanda é 1° europeu a dar garantia ilimitada a depósitos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Irlanda anunciou nesta terça-feira que passou a garantir todos os depósitos, papéis e dívidas dos bancos do país, numa tentativa de amenizar os efeitos da crise econômica global sobre o sistema financeiro local. De acordo com o Departamento de Finanças irlandês, a garantia valerá por dois anos e beneficia seis bancos da Irlanda: Allied Irish, Bank of Ireland, Anglo Irish Bank, Irish Life and Permanent, Irish Nationwide Building Society e Educational Building Society. A decisão significa que o dinheiro do contribuinte do país agora vai dar suporte para até 400 bilhões de euros (quase R$ 1,1 trilhão) em aplicações e dívidas. De acordo com o analista econômico da BBC Robert Peston, com a decisão irlandesa outros países europeus, como o britânico, estão agora sendo pressionados para adotar medida semelhante. “Potencialmente, isso coloca os bancos britânicos em uma imensa desvantagem competitiva – especialmente porque outros governos europeus estão também adotando medidas para garantir a seus cidadãos que seus depósitos bancários estão a salvo”, disse. Ainda usando como exemplo a Grã-Bretanha, Peston disse que não adotar medida semelhante pode ter dois efeitos negativos: “Isso afasta grandes gerentes de investimento globais e fontes de financiamento – e se eles acelerarem a retirada de dinheiro dos bancos britânicos, veríamos um efeito dominó de horríveis colapsos de bancos”. “Em segundo lugar, enfraquece a confiança dos investidores nas ações dos bancos”, completou. Mobilização européia O anúncio irlandês foi feito no mesmo dia em que, pela primeira vez, a França teve que intervir para salvar um banco de investimentos, o franco-belga Dexia. Na segunda-feira, outros quatro bancos europeus – o britânico Bradford & Bingley, o alemão Hypo Real State, o Fortis (Holanda, Bélgica e Luxemburgo) e o Islandês Glitnir foram alvos de operações que envolveram ou a nacionalização ou a injeção de recursos. Com o agravamento dos problemas no continente, quatro países europeus, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália, se preparam para realizar uma reunião nos próximos dias para discutir uma estratégia contra a instabilidade financeira. A reunião, anunciada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, deve ocorrer em Paris e seriam convidadas autoridades da União Européia - mas o encontro não deve contar com a presença de representantes de todos os 27 países do bloco. Até o momento, os países da Europa e a União Européia não têm uma estratégia unificada para lidar com a crise. |
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