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Brasil e Europa negociam retomada da venda de carne | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa Agropecuária do Brasil, Inácio Kroetz, se reúne nesta quinta-feira com altos representantes da divisão de Saúde e Proteção ao Consumidor da Comissão Européia (o órgão Executivo da União Européia) para negociar uma possível retomada nas exportações de carne brasileira para o bloco. As vendas estão suspensas desde 1º de fevereiro porque o Executivo europeu se negou a aceitar a lista de 2.681 fazendas aprovadas pelo Brasil para vender o produto à Europa, alegando que esperava uma lista com apenas 300 propriedades. Kroetz deve entregar às autoridades européias uma nova lista com o nome de 600 fazendas, cujos controles sanitários teriam sido auditados e aprovados pelos técnicos do governo brasileiro e estariam em acordo com as exigências européias. Ele também deve apresentar relatórios individuais com as conclusões das auditorias nessas fazendas. Sem estimativa de tempo “Qualquer decisão que tomarmos será com base nas informações presentes nos relatórios individuais, nas evidências de que as fazendas listadas realmente cumprem todas as exigências sanitárias”, afirmou Nina Papadoulaki, porta-voz do comissário europeu de Saúde e Defesa do Consumidor, Markos Kyprianou, sem estimar quanto tempo isso poderá tomar. Perguntada se Bruxelas estaria disposta a aceitar uma lista com 600 fazendas, Papadoulaki afirmou: "Não entrarei nesta questão. Este é um processo de negociação. Queremos nomes, garantias e evidências (de que as fazendas cumprem as exigências européias)". Segundo a porta-voz, Bruxelas não tem estimativas de quanto tempo tardará para analisar a documentação entregue pelas autoridades brasileiras. "A reunião está em andamento e ainda não sabemos exatamente quais informações nos estão fornecendo, por isso é impossível calcular quanto tempo necessitamos para tomar uma decisão." Prejuízos De acordo com cálculos do governo brasileiro, a suspensão das exportações de carne à UE causa diariamente um prejuízo de R$ 5 milhões ao País. Em 2007 o Brasil enviou à UE um total de 543,55 mil toneladas de carne, 67% do total importado pelo bloco, no valor de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 2,45 bilhões). O governo se recusa a comentar as atuais negociações. “Foram os comentários à imprensa que prejudicaram as negociações no caso da primeira lista. Esta vez só falaremos depois das reuniões”, disse à BBC Brasil uma fonte do Ministério de Agricultura. A reunião entre o secretário brasileiro e as autoridades européias devem se estender até esta sexta-feira. |
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