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Restrição à carne brasileira é 'arbitrária', diz governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento classificou nesta quarta-feira de "arbitrária, desnecessária, desproporcional e injustificada" a decisão da União Européia de restringir a exportação de carne brasileira para o bloco. Um comunicado da Secretaria de Defesa Agropecuária, órgão do ministério que cuida do assunto, diz que a medida é injustificada "à luz dos problemas identificados no sistema de rastreabilidade e da ausência de risco à saúde humana e animal". A medida foi baseada em missões de inspeção da União Européia no Brasil que apontaram falhas no funcionamento do sistema de rastreabilidade de animais, o Sistema Brasileiro de Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). A decisão estabelece que o Ministério da Agricultura deve apresentar, até dia 31 de janeiro de 2008, em caráter provisório, uma lista limitada de fazendas cujo rebanho pode ser encaminhado aos frigoríficos brasileiros habilitados para a exportação. O Ministério diz que a medida "poderá criar discriminação arbitrária entre fazendas em que se verificam as mesmas condições no que se refere às próprias exigências européias". "É necessário deixar absolutamente claro que a carne brasileira não apresenta qualquer tipo de risco à saúde humana ou animal", diz o comunicado. Exportadores Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) diz que a decisão da Comissão Européia "não altera substancialmente as normas vigentes atualmente". A entidade diz que as novas normas inclusive já foram reguladas pelo governo brasileiro por meio de uma instrução normativa. A Abiec diz que o aumento das exigências é uma evolução já prevista e que gradualmente se aplicará a toda a pecuária brasileira. "A decisão da União Européia confirma a sanidade e a qualidade da carne brasileira e está muito longe de atender as pressões restritivas patrocinadas pelos interesses comerciais de alguns produtores da Irlanda e de regiões da Grã Bretanha", diz um comunicado da entidade. A Abiec afirma que as medidas mostram que a União Européia não tem intenção de ampliar o protecionismo sanitário e restringir o acesso da carne brasileira ao mercado europeu. O Brasil exporta 27% da produção total e é o maior exportador mundial de carne bovina, com vendas para 182 países e participação de 32% no mercado de exportações. |
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