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UE ameaça embargar carne brasileira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comissário de Saúde da União Européia, Markus Kyprianou, garantiu nesta terça-feira aos deputados europeus que o comitê executivo do bloco poderá embargar toda importação de carne do Brasil se o país não melhorar os controles sanitários sobre o produto até o final deste ano. “Identificamos fraquezas no Brasil e pressionamos o país para corrigi-las. Se a situação não melhorar no prazo dado, que vai até o final deste ano, tomaremos qualquer medida que seja necessária, incluindo um embargo”, afirmou Kyprianou em um novo debate sobre o tema no Parlamento Europeu. Durante todo este ano a carne brasileira vem enfrentando duras críticas por parte dos deputados europeus, que alegam que o sistema de controle sanitário do país é insuficiente para garantir que o produto vendido à Europa seja procedente das zonas livres de febre aftosa. Fontes diplomáticas brasileiras defendem que as acusações têm motivos comerciais. Os principais críticos da carne brasileira são deputados da Irlanda e da Grã-Bretanha, países que este ano contabilizaram grande perdas devido a focos de febre aftosa e de língua azul - como é conhecida a febre catarral ovina. O Brasil é o principal exportador mundial de carne. Em 2006 as vendas externas do produto somaram 3,9 bilhões de dólares, dos quais 38,5% (1,5 bilhão de dólares) foram para a UE. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil prevê um aumento global das exportações de até 15% em 2007. Cautela Diante da pressão dos deputados europeus, a posição do comissário Kyprianou tem sido cautelosa. Em julho, respaldado por uma avaliação do Departamento de Alimentação e Veterinária da UE (FVO, na sigla em inglês), responsável pelo controle sanitário, Kyprianou afirmou que, apesar de os controles sanitários no Brasil não serem “ideais”, o país cumpria com todos os critérios exigidos pela legislação do bloco e não colocava em risco a saúde dos europeus. Uma nova missão da FVO avaliará a situação no dia seis de novembro. As autoridades brasileiras têm até esta data para implementar melhorias exigidas pela UE, inclusive no sistema de rastreamento que comprova o Estado do qual procede o gado. Esta será a nona inspeção européia ao Brasil desde a descoberta de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, em 2005, que proibiu a importação de toda carne produzida neste Estado, em São Paulo e no Paraná. |
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