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China inspecionará frigoríficos brasileiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma missão do governo chinês deverá ir ao Brasil nas próximas semanas para inspecionar e certificar frigoríficos exportadores de carne. Oficiais do departamento de Administração Estatal de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AESQIQ) irão verificar as condições sanitárias dos abatedores e centros de processamento para autorizar a exportação de carne bovina à China. O anúncio da missão feito nesta sexta-feira em Pequim, durante um encontro dos ministérios comerciais dos dois países. A carne é um dos produtos com maior potencial de incremento na pauta de exportação para a China, mas vinha sofrendo com entraves sanitários. OMC A China tinha banido o alimento brasileiro por causa da febre aftosa, mas o Brasil questionou esse embargo na Organização Mundial do Comércio (OMC). Brasília conseguiu obter da China o reconhecimento de que Estados livres de aftosa têm o direito de exportar suas carnes para o mercado asiático. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Ivan Ramalho, a certificação de frigoríficos exportadores é uma questão antiga na agenda e agora finalmente parece estar se resolvendo. “Obtivemos o compromisso do vice-ministro do Comércio chinês Gao Hucheng de que ele vai se empenhar pessoalmente na regularização das exportações de carne”, disse Ramalho. Boi pirata Ironicamente, a China tem restrições ao consumo da carne verde-amarela, mas já “pirateia” o boi brasileiro. Produtores chineses foram flagrados falsificando carne brasileira. A carne chinesa era exportada para a Rússia e União Européia embalada como se fosse original do Brasil, inclusive com um selo de inspeção do Ministério de Agricultura escrito em português. O Brasil é o maior exportador de carnes do mundo desde 2004, seguido pela Austrália e os Estados Unidos, de acordo com dados da Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos). No primeiro semestre deste ano as exportações de carnes chegaram a US$ 2,5 milhões e a expectativa é de que as vendas passem de US$ 3,4 milhões até dezembro. Outros acordos Durante o encontro ministerial também foi fechado um acordo de harmonização para as estatísticas comerciais dos dois países. Vinha ocorrendo uma discrepância crônica no número das exportações chinesas ao Brasil. O dado asiático era sensivelmente superior ao latino-americano. “O primeiro setor beneficiado será o de brinquedos, mas a harmonização das estatísticas se estenderá na seqüência a todos os produtos”, disse Ramalho. Oficiais dos dois lados deverão se encontrar a cada seis meses para cruzar informações e nivelar os números comerciais. Também foi debatido um possível acordo de restrição voluntária das exportações de têxteis ao Brasil, mas não houve entendimento. As negociações na área têxtil continuarão em Brasília, em novembro, durante encontro da Subcomissão de Economia e Comércio Brasil x China. |
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