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Atualizado às: 08 de setembro, 2007 - 09h31 GMT (06h31 Brasília)
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Para brasileiros, negócios da China são raros

Yuan
O volume de negócios do Brasil no país asiático ainda é baixo
Os empresários e investidores brasileiros estão aproveitando pouco as oportunidades que existem para investir e ganhar dinheiro na China.

Apesar de alguns casos de sucesso, o volume de negócios do Brasil no país ainda é baixo, e as parcerias, raras.

Para o secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, Rodrigo Maciel, as empresas brasileiras ainda não exploraram o potencial da China como deveriam.

"Falta um sistema que defenda os interesses e centralize os esforços de investimento na China", acredita.

"Estar na China é se inovar, é ganhar escala de produção, e muitas empresas ainda não vieram porque também não entenderam isso", disse ele durante o Fórum Econômico Mundial, realizado na cidade chinesa de Dalian.

Segundo estimativas da embaixada brasileira na China, o volume de investimentos total de empresas de capital nacional no país asiático são da ordem de US$ 150 milhões.

Para se ter uma idéia, os Estado Unidos já investiram na China mais de US$ 3 bilhões no último ano, segundo números do Conselho Empresarial EUA-China.

Competitividade

Embora o Brasil não seja um país exportador de capital, várias empresas nacionais têm visto na internacionalização uma forma de ganhar espaço em outros mercados ou mesmo ampliar sua competitividade no mercado brasileiro.

Um exemplo de empresa que optou pelo caminho chinês é a Embraco, produtora de compressores para frigoríficos que está em território asiático desde 1995. No ano passado a empresa inaugurou uma planta de US$ 65 milhões nos arredores de Pequim.

"Nós temos obtido melhores resultados na China dado o investimento que fizemos em tecnologia nesta nova fábrica", afirmou Ernesto Heinzelmann, presidente da Embraco.

Outro caso conhecido de investimento brasileiro é a Embraer. A empresa optou por investir numa operação no país para ampliar seus negócios na Ásia e lançar-se globalmente.

A companhia fabrica aviões a partir de Harbin para o mercado regional em parceria com a estatal Avic-II. "O nosso foco são os aviões regionais de até 130 lugares e há uma demanda crescente por eles na China", disse Guan Dong Yuan, diretor da companhia.

Mas esses são os casos em que empresas brasileiras de porte abriram um caminho até agora trilhado por poucas companhias.

Nova estratégia

Os empresários evitam elaborar muito sobre por que o país não aproveita mais oportunidades no lugar que é visto como uma plataforma de exportação global e porta de entrada para o crescente mercado de consumidores asiáticos.

No entanto, eles apontam o que poderia ser feito para melhorar a situação.

"O que falta realmente é uma organização que dê suporte ao investidor brasileiro, para ele decidir se aventurar na China", acredita Maciel.

"A relação com o governo chinês ainda é o principal complicador no nosso caso. Poderíamos fazer, e na verdade já fazemos, parcerias com empresas locais para construir confiança, mas isso leva tempo," disse Humberto L. Ribeiro da Silva, vice-presidente da Politec, empresa de software que atua na China.

Atualmente, o Brasil monta uma nova estratégia para a Ásia através da Agência de Promoção de Exportaçõoes e Investimentos (Apex), com o objetivo de organizar e estimular comércio e os investimentos bilaterais.

"Nós precisamos invadir a China", resume o presidente da Apex, Alessandro Teixeira.

"Estamos reestruturando nossa organização e tomando atitudes. Vamos viajar a mais feiras, promover mais encontros, divulgar o Brasil para desenvolver investimento e comércio dos dois lados. Temos uma janela de oportunidade e nós vamos aproveita-la."

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