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Atualizado às: 30 de janeiro, 2008 - 18h16 GMT (16h16 Brasília)
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Exportadores de carne buscam alternativa ao mercado europeu

Carne vendida em mercado na França
Bloco europeu é o quarto maior importador mundial de carne
O diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, afirmou nesta quarta-feira que o governo brasileiro fez bem em resistir à recomendação da União Européia de limitar o número de frigoríficos credenciados a exportar para a região.

De acordo com Camardelli, os produtores brasileiros vão usar de "criatividade" para buscar outros mercados para substituir os europeus.

No ano passado, a União Européia foi o destino de 31,6% das exportações brasileiras em dólares, e de 21,4% em toneladas. O bloco é o segundo maior destino da carne brasileira em quantidade, depois da Rússia, mas o primeiro em volume de recursos, porque compra cortes mais nobres e mais caros.

"O Brasil estabeleceu um confronto em tempo hábil, oportuno e fez certo", disse Camardelli à BBC Brasil. "Esta crise veio no momento oportuno. Queremos puxar a discussão para a seara técnica, onde achamos que podemos sair vitoriosos."

O diretor da Abiec reconhece que o mercado europeu é importante para os produtores brasileiros, mas diz que considera mais importante a postura do governo de não aceitar a limitação do número de frigoríficos habilitados a exportar.

"Vamos procurar redimensionar nossa produção, buscar com criatividade novos cortes de dentro dos outros 160 países para os quais exportamos", disse Camardelli.

"O mercado europeu é muito importante, mas já passou o tempo de a gente se curvar, especialmente diante de coisas que não tem argumentação técnica", acrescentou.

Lista

A União Européia pediu ao governo brasileiro uma lista de cerca de 300 frigoríficos que atendessem a exigências sanitárias e de rastreabilidade do animal, mas a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura enviou uma lista com 2.681 propriedades.

A Abiec diz que não existe justificativa técnica para limitar o número de propriedades, desde que todas atendam às exigências.

"Essa decisão veio em um momemto propício, que a gente tem dificuldade de volume de animais, o dólar não compensa muito e o mercado interno está comprando um pouquinho mais", afirmou.

Ainda assim, Camardelli diz que o mercado brasileiro não será suficiente para absorver todo o volume atualmente exportado para a União Européia.

Exportações

As exportações de carne para a União Européia somaram US$ 1,4 bilhão no ano passado, com um total de 543 mil toneladas.

Houve uma redução em relação ao ano anterior, quando os pecuaristas brasileiros exportaram para o bloco europeu 598 mil toneladas, com um valor de US$ 1,45 bilhão.

A União Européia é o quarto maior importador mundial, com um volume de cerca de 600 mil toneladas.

Quando recebeu o pedido para listar os frigoríficos, em dezembro do ano passado, o Ministério da Agricultura classificou a medida de "arbitrária, desnecessária, desproporcional e injustificada".

O Ministério disse na ocasião que a medida "poderia criar discriminação arbitrária entre fazendas em que se verificam as mesmas condições no que se refere às próprias exigências européias".

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