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Atualizado às: 30 de janeiro, 2008 - 19h05 GMT (17h05 Brasília)
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Europeus cogitam substituir carne brasileira pela argentina

Gado em fazenda da província argentina de Entre Ríos
Conselheiro argentino disse que país não tem capacidade para substituir Brasil
Produtores argentinos podem ser os maiores beneficiados pela proibição das importações de carne brasileira pela União Européia, que passará a vigorar a partir desta quinta-feira.

Importadores de Bruxelas e da Grã-Bretanha disseram à BBC Brasil que pretendem compensar a falta de carne brasileira com produtos da Argentina e Austrália.

"Em termos de qualidade, não há diferença. A verdade é que nunca precisamos da carne brasileira. Compramos do Brasil porque é mais barato e o país é capaz de fornecer em maiores quantidades", afirmou um importador que não quis se identificar.

Entretanto, o conselheiro argentino de Agricultura para a UE, Gustavo Idígoras, assegura que o país não tem capacidade para suprir a parcela de mercado que será deixada pelo Brasil.

A proibição à carne brasileira abrirá um mercado de 543,55 mil toneladas, o equivalente a US$ 1,4 bilhão exportados pelo Brasil à UE em 2007, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Em 2007, a Argentina exportou 80 mil toneladas de carne à UE. A expectativa do governo é que esse volume suba para, "no máximo", 100 mil toneladas em 2008.

"Temos uma política que dá prioridade ao mercado interno e limita o volume permitido para exportação. Com nossa atual capacidade de produção, não esperamos um aumento significativo nas exportações", explicou Idígoras.

Preços

Por outro lado, o conselheiro acredita que a decisão de banir a carne brasileira contribuirá para a valorização do produto argentino.

"Nos primeiros meses, estimamos que a carne argentina exportada se torne 60% mais cara", avalia.

Os distribuidores europeus dizem que ainda é cedo para calcular o impacto desse aumento para o consumidor europeu. "Mas sabemos que venderemos menos e por preços mais elevados", admite um importador.

A UE depende de importações para suprir a demanda do mercado e o Brasil é, atualmente, o principal exportador de carne para a UE, responsável por 67% do total de importações do bloco.

Argentina e Uruguai respondem, respectivamente, por 17% e 9% dessas importações.

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