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China questiona novas sanções da ONU contra o Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador da China na Organização das Nações Unidas (ONU), Wang Guangya, afirmou nesta terça-feira que o novo relatório dos serviços de inteligência americanos sobre o programa nuclear iraniano levanta questões a respeito da necessidade de novas sanções contra o Irã. O relatório, publicado na segunda-feira, concluiu que o Irã paralisou o seu programa de armas nucleares em 2003. Guangya disse que o Conselho de Segurança da ONU terá de levar em conta as novas informações, porque "as coisas mudaram agora". "Acho que os membros do Conselho de Segurança terão de levar isso em consideração, porque acho que todos nós partimos do pressuposto de que agora as coisas mudaram", disse Guangya, ao ser questionado sobre o impacto do novo relatório na possibilidade de uma terceira rodada de sanções contra o Irã. O embaixador chinês disse que os diplomatas terão de levar em conta as implicações do novo relatório nas decisões do Conselho de Segurança. A China apoiou com relutância as duas primeiras rodadas de sanções contra o Irã - motivadas pela recusa do governo iraniano em suspender seu programa de enriquecimento de urânio. A concordância da China e da Rússia é essencial para que a ONU aprove uma terceira rodada de sanções contra o Irã, já que os dois países têm poder de veto sobre as decisões do Conselho de Segurança. Pressão Os Estados Unidos e seus aliados europeus - que sempre acusaram os iranianos de desenvolver seu programa nuclear com o objetivo de criar armas, apesar das afirmações de Teerã de que busca a tecnologia exclusivamente para fins pacíficos - continuam pressionando o Conselho de Segurança a aprovar novas sações contra o Irã. Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o Irã ainda é uma ameaça, mesmo depois da divulgação do novo relatório. "Vejo este relatório como um alerta. Eles (os iranianos) tinham o programa, eles paralisaram o programa. E a razão disso é um alerta, um sinal de que eles podem recomeçar (o programa nuclear)", afirmou Bush. "E o que poderia fazer com que esta retomada seja eficaz e perigosa é a capacidade para enriquecer urânio." Segundo a correspondente da BBC na ONU, Laura Trevelyan, um esboço de uma terceira resolução contra o Irã deve ficar pronto até o final desta semana. Os ministros do Exterior da França e da Grã-Bretanha já afirmaram que a pressão sobre o governo iraniano (para que interrompa seu programa nuclear) deve ser mantida e que o processo de enriquecimento de urânio pode ter tanto fins civis quanto militares. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, telefonou aos ministros do Exterior da China, da França e da Alemanha e ao chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, para discutir o programa nuclear iraniano. Rice disse que seria "um grande erro" diminuir a pressão sobre Teerã. |
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