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Agência nuclear diz não ter dados confiáveis sobre Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, afirmou que a agência não tem informações confiáveis sobre as atividades nucleares do Irã devido ao histórico do país de esconder dados. Baradei fez a afirmação durante a reunião dos diretores da agência da ONU em Viena, na Áustria, para discutir a questão nuclear iraniana. O chefe da AIEA disse que a agência não "consegue oferecer garantias confiáveis a respeito da falta de materiais ou atividades nucleares que não foram declarados" pelo governo iraniano. "Isso é especialmente importante no caso do Irã devido a seu histórico de atividades não declaradas e à correspondente necessidade de restaurar a confiança na natureza pacífica do programa nuclear iraniano", acrescentou. Passado Baradei afirmou que a AIEA progrediu em suas investigações a respeito das atividades nucleares do Irã devido à crescente cooperação do governo iraniano, mas alertou que o país ainda desafia a determinação da ONU e enriquece urânio. Por isso, segundo o chefe da agência nuclear, o conhecimento da AIEA a respeito das atuais atividades do Irã está diminuindo. "A agência precisa ter o máximo de clareza, não apenas sobre o passado do programa iraniano, mas igualmente, ou até mais importante, a respeito do presente", disse. "Devo notar, entretanto, que a agência não tem informações concretas a respeito de suposto material nuclear não declarado ou atividades armamentistas no Irã, exceto aquelas que já mencionei", concluiu. Prejudicial Ali Ashgar Soltanieh, embaixador do Irã na AIEA presente na reunião de Viena, afirmou que o relatório da agência mostra que o governo iraniano está cooperando e alertou que qualquer nova sanção da ONU poderá ser prejudicial.
"Vamos continuar com esta disposição de cooperação, desde que a comunidade internacional e os países pacíficos evitem que os Estados Unidos ou outros criem problemas e ameacem esta abordagem construtiva", disse o embaixador. "O envolvimento do Conselho de Segurança da ONU precisa parar, o quanto antes melhor", acrescentou. A reunião em Viena dá a Baradei a oportunidade de defender seu "plano de trabalho" com o Irã. O plano estabelece um mecanismo pelo qual o governo iraniano seria mais claro a respeito de seu programa nuclear. No último relatório, Baradei afirmou que o Irã forneceu mais informações em aspectos anteriores de seu programa nuclear. Mas acrescentou que uma maior cooperação é necessária para explicar as atividades atuais, incluindo os traços de urânio altamente enriquecido que os inspetores encontraram em instalações nucleares. Baradei enfrentou críticas porque seu plano de trabalho deu ao Irã a chance de adiar mais sanções internacionais. |
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