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Atualizado às: 15 de novembro, 2007 - 19h19 GMT (17h19 Brasília)
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Relatório nuclear elogia Irã, mas pede mais dados
O diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei
Baradei diz que Irã precisa de anos para desenvolver arma atômica
Um relatório sigiloso da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), obtido pela BBC nesta quinta-feira, indica que o Irã colaborou com a organização ao esclarecer dúvidas sobre suas atividades nucleares do passado, mas ainda mantém segredos sobre suas atividades atuais.

Segundo o relatório preparado pelo diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei, o país obteve um "avanço significativo" ao responder perguntas dos fiscais da agência sobre suas atividades.

"O Irã permitiu acesso suficiente a indivíduos (envolvidos no programa nuclear), respondeu a questões e forneceu esclarecimentos e mais detalhes", diz o documento.

No entanto, segundo Bethany Bell, correspondente da BBC em Viena, onde fica a sede da AIEA, o relatório diz que o conhecimento da agência sobre o atual programa nuclear do país está diminuindo.

O documento afirma que o país mantém ainda uma colaboração "reativa" em vez de "pró-ativa" com o órgão ligado à ONU, que ainda estaria tentando checar se as informações fornecidas pelo Irã estão completas.

O país só permite a visita de inspetores a instalações nucleares declaradas, e a AIEA não sabe ao certo se há ou não um programa nuclear de natureza militar, secreto, paralelo ao reconhecido oficialmente.

Sanções

O documento confirma que, desafiando a pressão do Conselho de Segurança da ONU, o país não suspendeu o seu trabalho de enriquecimento de urânio e mantém 3 mil centrífugas para esse fim em funcionamento.

Os Estados Unidos e outros países temem que o Irã desenvolva armas nucleares, mas o governo iraniano sempre insistiu que seu interesse é usar a tecnologia do enriquecimento para fins pacíficos.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o relatório da AIEA mostra que o país tem sido sincero ao revelar detalhes sobre o seu programa nuclear.

"A AIEA encontrou seu papel e, com a divulgação do relatório de Baradei, o mundo verá que a nação iraniana estava certa (em manter suas ambições nucleares) e a resistência de nossa nação foi correta", disse Ahmadinejad, segundo a agência de notícias iraniana Irna.

As conclusões do relatório devem ser discutidas na semana que vem pelos membros do Conselho de Segurança da ONU, que podem decidir impor mais sanções ao Irã devido a suas atividades nucleares.

O conselho já havia decidido em março impor um conjunto de sanções financeiras e de venda de armas ao país.

Em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que os Estados Unidos não ficaram satisfeitos com o relatório da AIEA e vão insistir na imposição de novas sanções contra o Irã.

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