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Irã ameaça região com 'sombra de holocausto nuclear', diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu nesta terça-feira que o Oriente Médio corre o risco de viver "na sombra de um holocausto nuclear" se o Irã desenvolver a tecnologia necessária para ter armamentos nucleares. "A busca ativa do Irã por tecnologia que pode levar a armas nucleares ameaça colocar uma região já conhecida por sua instabilidade e violência na sombra de um holocausto nuclear", disse Bush, no Estado americano de Nevada, em um discurso durante um evento com veteranos de guerra. "As ações do Irã ameaçam a segurança das nações em toda a parte e é por isso que os Estados Unidos estão reunindo o apoio de amigos e aliados ao redor do mundo para isolar o regime, para impor sanções econômicas. Nós vamos confrontar esse perigo antes que seja tarde demais." No discurso, o segundo em que Bush abordou principalmente questões de política externa nesta semana, o presidente americano voltou a acusar o Irã de dar apoio a extremistas no Iraque. "O regime iraniano precisa parar com essas ações", disse. "Autorizei nossos comandantes militares no Iraque a confrontar as atividades assassinas de Teerã." Vácuo de poder Pouco antes do discurso de Bush, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez um pronunciamento em Teerã em que disse acreditar que o fim da ocupação americana do Iraque está próximo. Ahmadinejad afirmou que, quando os americanos se retirarem, o Irã e outros países da região vão assumir o lugar deles e ajudar o Iraque. "O poder político dos que realizam a ocupação está desabando rapidamente", disse o presidente do Irã. "Em breve, veremos um imenso vácuo de poder na região. Obviamente, estamos preparados para preencher esse vão, com a ajuda de vizinhos e amigos regionais, como a Arábia Saudita, e com a ajuda da nação iraquiana." O líder iraniano também minimizou a possibilidade de os Estados Unidos lançarem uma ofensiva militar contra o Irã, algo que as autoridades em Washington não descartaram. "Não há possibilidade nenhuma de tal decisão ser tomada. Mesmo se eles decidissem fazer isso, eles não seriam capazes de fazê-lo", afirmou Ahmadinejad. |
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