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Presidente do Irã critica Conselho de Segurança em discurso na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou nesta terça-feira as "sanções ilegais" do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra seu país. Em discurso na Assembléia Geral da ONU, em Nova York, Ahmadinejad disse que o debate sobre o programa nuclear iraniano estava "encerrado" e que a questão estava agora nas mãos na Agência Internacional de Energia Atômica. Ele criticou os "arrogantes" membros permanentes do Conselho de Segurança que impõem sações contra o Irã devido ao programa nuclear. Ahmadinejad voltou a afirmar que o programa nuclear iraniano, que foi "politizado pelas potências imperiais", é "pacífico e transparente". O líder iraniano também ofereceu programas educacionais para ajudar outros países membros da ONU com seus próprios projetos nucleares. Estados Unidos e França Antes do discurso de Ahmadinejad, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, citou o Irã na lista de regimes "brutais" (ao lado de Síria, Coréia do Norte e Belarus) que "negam direitos fundamentais a seus povos". No Congresso americano, a Câmara dos Representantes aprovou um projeto de lei propondo o endurecimento das sanções contra o Irã e declarando a Guarda Revolucionária iraniana uma "organização terrorista". O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também mencionou o programa nuclear do Irã, afirmando que poderia "ameaçar o mundo". Em seu discurso, Ahmadinejad criticou a ordem mundial que se estabeleceu no pós-guerra e disse que as potências ocidentais tornaram os organismos internacionais ineficazes. Ele disse que estava próximo o ocaso dos impérios que perderam a capacidade de liderar o mundo. Segundo o líder iraniano, esses impérios deveriam aprender as lições da história. Caso contrário, "correm o risco de sofrer calamidades". Ao se referir a Israel, Ahmadinejad disse que os palestinos serão libertados do que ele chamou de "regime sionista ilegal". Kirchner O líder iraniano também foi criticado pelo presidente da Argentina, Néstor Kirchner. Em seu discurso na ONU, Kirchner condenou o terrorismo e criticou o Irã por não ter oferecido toda a colaboração solicitada na investigação dos atentados realizados contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994. Kirchner também expressou seu desejo de que a Interpol ratifique o pedido de captura dos suspeitos do atentado. "Esperamos que a República Islâmica do Irã aceite e respeite a decisão da Interpol e colabore. Até hoje, lamentavelmente, não ofereceu toda a colaboração solicitada", disse Kirchner. |
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