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Atualizado às: 24 de setembro, 2007 - 21h53 GMT (18h53 Brasília)
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Líder iraniano reclama de 'insulto' em palestra em NY
Mahmoud Ahmadinejad na Universidade de Columbia, em NY
Ahmadinejad disse que não há homossexuais em seu país
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, protagonizou nesta segunda-feira uma discussão com o presidente da Universidade de Columbia, Lee Bollinger, durante uma polêmica palestra no campus da instituição, em Nova York.

Ao apresentar a palestra de Ahmadinejad à platéia de estudantes e acadêmicos, Bollinger disse que o presidente iraniano "exibe todas as características de um ditador cruel e mesquinho".

"O senhor é imprudentemente provocador ou espantosamente inculto", acrescentou o reitor, ao se referir às declarações de Ahmadinejad de que o Holocausto não aconteceu.

Durante sua palestra, o presidente do Irã reagiu aos comentários e definiu as observações de Bollinger como "um insulto".

Ao comentar sua negação do Holocausto, o líder iraniano disse que apenas gostaria que mais pesquisas fossem realizadas sobre o assunto e que Israel se aproveita do Holocausto para justificar "maus-tratos" aos palestinos.

"Por que o povo palestino está pagando o preço por um evento com o qual ele não teve nada a ver?", questionou o líder iraniano.

Ahmadinejad se recusou a responder sim ou não a uma pergunta em que Bollinger quis saber se o líder iraniano gostaria de ver a destruição de Israel.

Homossexuais

Diante da reação mista do público presente na Universidade de Columbia, o presidente do Irã disse ainda que não há homossexuais em seu país e defendeu as ambições nucleares do governo iraniano.

De acordo com Ahmadinejad, o governo do Irã tem o direito de obter "uma energia nuclear pacífica".

A visita do líder iraniano à universidade americana foi condenada por vários grupos judeus dos Estados Unidos.

Dezenas de manifestantes se reuniram diante da universidade no domingo, com cartazes que acusavam Ahmadinejad de querer ser um "novo Hitler".

Mas o reitor defendeu o convite ao presidente iraniano e disse se tratar de liberdade acadêmica e de expressão.

"É muito importante conhecer os líderes dos países que são seus adversários", afirmou Bollinger ao programa Good Morning America, da rede ABC.

Os ingressos para o evento se esgotaram em menos de uma hora.

Marco Zero

Ahmadinejad está em Nova York para participar da Assembléia Geral da ONU, onde discursa nesta terça-feira.

Ele foi impedido de visitar o Marco Zero, onde ficavam as torres do World Trade Center, destruídas nos ataques de 11 de setembro de 2001.

Segundo a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a visita seria um "fingimento".

"Este é o presidente de um país que, como Estado, é provavelmente o maior patrocinador do terrorismo", afirmou Rice à rede de televisão CNBC.

Em entrevista à imprensa americana, Ahmadinejad disse que o Irã não está a caminho de uma guerra contra os Estados Unidos, e que seu país não precisa de bombas nucleares.

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