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Bush anuncia sanções contra Mianmar na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira em um discurso na ONU que o país vai impor novas sanções militares contra o regime de Mianmar, país do sudeste da Ásia governado por militares. "Os americanos estão ultrajados com a situação na Birmânia", disse Bush, usando o antigo nome do país. O presidente disse que uma proibição de emissão de vistos para líderes de Mianmar será ampliada, e pediu que outros países ajudem a aumentar a pressão sobre o regime, acusado por Bush de impor "um reino de 19 anos de terror". Nos últimos dias, o país asiático tem sido palco de protestos liderados por milhares de monges contra o governo. Críticas No seu discurso na ONU, Bush também criticou duramente os regimes de outros países. "Cada nação civilizada tem a responsabilidade de defender pessoas sofrendo em ditaduras", disse. "Em Belarus, na Coréia do Norte, na Síria e no Irã, regimes brutais negam aos seus povos os direitos fundamentais." "Cada nação civilizada tem a responsabilidade de defender pessoas sofrendo em ditaduras", disse. "Em Belarus, na Coréia do Norte, na Síria e no Irã, regimes brutais negam aos seus povos os direitos fundamentais." Outro país criticado por Bush foi Cuba. Em relação à ilha caribenha, o presidente americano disse que "o longo governo de um ditador cruel está chegando ao fim", se referindo a Fidel Castro, e afirmou que "o povo cubano está pronto para sua liberdade". "Com a nação entrando em um período de transição, a ONU precisa insistir na liberdade de expressão, de reunião e, como meta final, na realização de eleições livres e competitivas." O presidente americano também defendeu a reforma da ONU e criticou especificamente o braço da organização dedicado à proteção dos direitos humanos. "O povo americano está desapontado com as falhas do Conselho de Direitos Humanos", disse Bush. "Esse órgão tem sido silencioso na repressão a regimes, de Havana a Caracas, Pyongyang e Teerã, ao mesmo tempo em que concentra suas críticas excessivamente em Israel." "Para ter credibilidade em direitos humanos no mundo, as Nações Unidas precisam reformar seu próprio Conselho de Direitos Humanos", acrescentou. Iraque e Afeganistão O presidente americano também pediu que outras nações dêem mais apoio à democracia no Iraque, no Afeganistão e no Líbano e reiterou seu compromisso em apoiar o surgimento de um futuro Estado palestino. "Os territórios palestinos tem líderes moderados, líderes alinhados com as principais correntes, que estão trabalhando para construir instituições livres", disse.
"A comunidade internacional precisa dar apoio a esses líderes, de forma que eles possam avançar na implementação da visão de dois Estados democráticos – Israel e Palestina – vivendo lado a lado em paz e segurança." Bush praticamente não falou sobre a questão das mudanças climáticas - tema de grande preocupação de vários governos e um dos focos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso. Ban Antes do discurso anterior ao de Bush, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, abriu a Assembléia Geral da ONU e disse que os líderes do planeta enfrentam uma "gama intimidadora de desafios", que incluem a pobreza e as mudanças globais. Ban disse que o mundo precisa se adaptar e se concentrar não em retórica, mas em resultados, para implementar mudanças. "Espero que o ano que temos pela frente seja o mais desafiador de nossa história. E estou certo de que, juntos, podemos fazer dele um dos mais bem-sucedidos", disse. Todos os anos, na Assembléia Geral da ONU, os chefes de Estado ou de governo de cada país-membro – ou na ausência deles, outro representante, como o ministro do Exterior – podem fazer um discurso por 15 minutos. Cada país determina o assunto que quer tratar. Tradicionalmente, o presidente do Brasil é o primeiro a fazer o discurso, depois da abertura da Assembléia Geral pelo secretário da ONU. |
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