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EUA mostram flexibidade para retomar Doha, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, após ter se encontrado em Nova York com o líder americano, George W. Bush, que um dos fatores capazes de destravar a Rodada de Doha é a flexibilidade que o governo americano tem demonstrado. ''Um desses fatores é a disposição que um país importante, como os Estados Unidos, vem demonstrando. E o presidente Bush vem demonstrando disposição em flexibilizar'', afirmou Lula. A afirmação de Lula foi uma referência à disposição americana em atender a uma sugestão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de reduzir seus subsídios agrícolas para uma faixa de US$ 13 bilhões a US$ 16 bilhões. ''Eu garanti ao presidente que os Estados Unidos mostrarão flexibilidade, particularmente no que diz respeito a produtos agrícolas, de modo a se chegar a um resultado'', afirmou Bush, após o encontro. Contrapartida Os dois líderes, que discursarão nesta terça-feira na Assembléia Geral da ONU, se reuniram por quase uma hora, no final da tarde desta segunda, no hotel nova-iorquino Waldorf Astoria. Além de Doha, eles trataram ainda de aquecimento global e de biocombustíveis. Ainda em relação a Doha, Lula disse que o ''Brasil quer fazer o que for necessário para chegar a um acordo''. Em contrapartida a uma possível redução dos subsídios agrícolas, os americanos esperam do Brasil uma disposição em reduzir tarifas cobradas sobre produtos industriais - outro item sugerido pela OMC. No entender dos americanos, essa ação por parte do Brasil poderia influenciar outras nações em desenvolvimento a agir de modo semelhante. Amorim Mesmo demonstrando otimismo, o presidente disse ser necessário cooptar diversos países a fim de garantir o êxito da rodada. ''Se nós conseguirmos convencer China, Índia, África do Sul, México, União Européia e Japão, acho que poderemos chegar a um acordo em relação a Doha''. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também compartilhou do tom otimista dos dois líderes. Segundo o chanceler, a disposição dos Estados Unidos em fazer concessões ''ficou clara para nós'', porque ''ouvimos do próprio presidente''. Amorim disse que a representante comercial americana, Susan Schwab, que participou do encontro bilateral, ''fez questão de frisar'' que os americanos estariam dispostos a reduzir algo na faixa de US$ 13 bilhões a 16,5 bilhões. Mas, acrescentou, ''eu acho que está mais perto dos US$ 13 bilhões, mas essa é apenas a minha opinião''. Aquecimento global Em relação ao outro tema de destaque do encontro bilateral, o aquecimento global, Amorim afirmou que ''os Estados Unidos estão se engajando na discussão'' e que a o encontro sobre o tema que o Departamento de Estado americano promoverá nesta quinta e sexta-feira, em Washington, aponta nesse sentido. Após a reunião com Bush, Lula comentou que ''o clima é uma questão que envolve todo ser humano''. ''Todos nós temos responsabilidade. Acho que não se trata de procurar quem é culpado, eu ou vocês. Se nós não cuidarmos do planeta, todos vamos perder'', concluiu o presidente. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Lula e Bush podem acelerar retomada de Doha, diz Amorim24 setembro, 2007 | BBC Report Ban Ki-Moon cobra ação global para mudanças climáticas24 setembro, 2007 | BBC Report Em NY, Morales joga pelada e perde pênalti24 setembro, 2007 | BBC Report Únicos ganhadores de Doha deveriam ser os pobres, diz Lula14 setembro, 2007 | BBC Report Bush e Brown se dizem otimistas sobre acordo na OMC30 de julho, 2007 | Notícias Estudo europeu diz que Mercosul ganharia US$ 9 bi em acordo com bloco25 julho, 2007 | BBC Report Brasil, Índia e África do Sul querem comércio de US$ 15 bi até 201017 julho, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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