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Bush e Brown se dizem otimistas sobre acordo na OMC | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que ele e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, estão otimistas quanto à conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). "Gordon Brown trouxe algumas sugestões interessantes sobre como avançar (na rodada). Ele está otimista quanto a podermos concluir a Rodada de Doha, assim como eu", disse Bush, em uma entrevista coletiva conjunta com Brown, em Camp David, residência de campo do presidente americano. Segundo Bush, o primeiro-ministro britânico concorda com a avaliação de que "se estivermos realmente interessados em erradicar a pobreza, é importante que sejamos bem-sucedidos na Rodada de Doha". Os dois líderes mantiveram as primeiras reuniões desde que Brown assumiu o governo britânico, no fim de junho, em substituição a Tony Blair, de quem foi ministro das Finanças durante dez anos. Brown chegou a Camp David na noite de domingo, onde teve um jantar privado com Bush. Nesta segunda-feira, Brown deve se reunir com parlamentares governistas e oposicionistas, em Washington, e depois segue para Nova York, para encontros na sede da ONU. Iraque Além do comércio mundial, os dois líderes discutiram o combate ao terrorismo, a crise humana em Darfur, no Sudão, e os conflitos no Afeganistão e no Iraque. O governo da Grã-Bretanha foi o principal aliado dos Estados Unidos na invasão do Iraque, em 2003, mas recentemente passou a dar sinais de que pretende reduzir as suas operações no país ao longo do próximo ano. "As conseqüências do fracasso no Iraque seriam um desastre para os Estados Unidos, e este primeiro-ministro entende isso", disse Bush. Brown, por sua vez, disse no domingo que o mundo tem "uma dívida com os Estados Unidos por sua liderança no combate ao terrorismo internacional" e negou nesta segunda-feira que a sua visão de como lidar com o problema seja diferente da de Bush. "Nós sabemos que estamos numa luta comum, nós sabemos que temos de trabalhar juntos e nós sabemos que temos de lidar com isso." Brown disse ainda que os desafios com os quais se depara hoje ao assumir o governo são "radicalmente diferentes" dos enfrentados por Tony Blair, dez anos atrás. Entre eles, citou as mudanças climáticas, a pobreza na África e a paz no Oriente Médio. Distanciamento Blair tinha um relacionamento próximo com Bush, mas se especula na imprensa britânica que Brown queira manter uma certa distância do presidente americano. O analista político da BBC Nick Robinson diz que Brown está andando em uma corda bamba no seu relacionamento com Washington. Por um lado, diz Robinson, ele precisa assegurar Bush de que a tradicional aliança entre os dois países permanece no seu governo, mas, por outro, precisa convencer os eleitores britânicos de que as relações serão diferentes das do tempo de Tony Blair. Antes da visita do novo primeiro-ministro, um secretário do Ministério do Exterior britânico, Malloch Brown , disse que era hora de a Grã-Bretanha adotar uma política externa mais "imparcial" e se aproximar de outros países europeus. Durante a visita, no entanto, Bush e Brown prometeram dar continuidade ao relacionamento estratégico que Estados Unidos e Grã-Bretanha mantêm com base em valores comuns. "É decididamente interesse nosso que tenhamos um forte relacionamento com os Estados Unidos, isoladamente o nosso mais importante relacionamento bilateral", disse o primeiro-ministro britânico, a caminho de Washington. Bush usou a mesma expressão para definir o relacionamento entre Washington e Londres e disse ter considerado Brown um homem "caloroso e bem-humorado", que destoava da imagem dura que ele disse ser passada pela mídia. O correspondente da BBC Adam Brookes, que estava em Camp David, afirma que a entrevista coletiva pareceu ser um esforço deliberado para mostrar que há uma forte empatia entre os dois homens. Bush fez piada, por exemplo, quando soube que seis dos ministros recém-indicados por Brown têm menos de 40 anos de idade. "Você deve estar se sentindo velho", brincou o presidente americano, dirigindo-se ao primeiro-ministro de 56 anos. Mas o analista político da BBC Nick Robinson observa que Brown não fez nada para retribuir as gentilezas de Bush e limitou-se a referir às discussões como "francas e diretas", expressão que, segundo Robinson, sinaliza desacordo no jargão diplomático. |
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