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Política de Brown para o Iraque ainda é incógnita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo premiê britânico, Gordon Brown, assume o cargo nesta quarta-feira sem definir uma política externa detalhada, enquanto questões como o destino da operação no Iraque permanecem uma incógnita. Como ministro das Finanças, Brown apoiou discretamente todas as intervenções militares lideradas pelo governo Blair, mas analistas ainda têm dúvidas sobre até onde ele iria se o poder estivesse em suas mãos. No discurso que fez ao assumir a liderança do Partido Trabalhista, no último domingo, Brown disse que a questão do Iraque tinha dividido o país e o partido, mas não deu detalhes sobre uma possível retirada das tropas britânicas do país. "Aprenderemos as lições que precisam ser aprendidas, e sempre ofereceremos nosso apoio incondicional às nossas dedicadas Forças Armadas, sendo resolutos na nossa determinação de tomar decisões duras para garantir a proteção e segurança de nosso país a longo prazo", afirmou Brown. Soldados A atual política britânica prevê um reagrupamento de todos os 5,5 mil soldados no Iraque em uma única base, no aeroporto, já nos próximos meses, mas não há um cronograma para a retirada total das tropas. Tony Blair sempre insistiu que as forças britânicas deveriam continuar no Iraque "até que estabilidade na região fosse alcançada", mas Brown poderia interpretar estas condições de forma mais flexível. Seus próprios conselheiros militares podem sugerir que ele deixe o Iraque o mais rápido possível, talvez dentro de um ano, para evitar uma sobrecarga do Exército. A decisão que Brown tomar será usada como termômetro para as novas relações entre Grã-Bretanha e Estados Unidos - ela mostrará o quanto o novo premiê está disposto a divergir da política externa americana. Terrorismo O novo premiê já deu sinais claros de que o combate ao terrorismo continuará sendo uma prioridade em seu governo. "Nossa política externa nos próximos anos vai refletir o fato de que isolar e derrotar o extremismo terrorista agora requer mais que força militar - é também uma luta de idéias e ideais que no futuro ganhará corações e mentes aqui e em todo o mundo", disse ele durante o discurso no domingo. "Uma contribuição essencial para isso será algo que se torna mais urgente a cada dia - a assinatura de um acordo no Oriente Médio, que proteja tanto a segurança israelense quanto o legítimo desejo por um Estado palestino." A única área em que as políticas do governo Brown podem ser previstas com mais facilidade é a de iniciativas multinacionais de ajuda a países em desenvolvimento. Como ministro das Finanças, Gordon Brown defendeu mecanismos de renegociação da dívida externa de países em desenvolvimento e propôs novas maneiras de ajudar países pobres a arrecadar fundos. Brown também apoiou a decisão do G8 em 2005 de dobrar o envio de recursos financeiros para a África e aprovou um aumento da fatia do orçamento britânico que é dedicada à erradicação da pobreza em países em desenvolvimento. A expectativa geral é de que ele continue sendo muito ativo nessas questões como primeiro-ministro. |
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