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Relatório dos EUA minimiza riscos de arma nuclear do Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O resumo de um relatório de inteligência dos Estados Unidos, divulgado nesta segunda-feira, indica que é improvável que o Irã tenha suficiente urânio enriquecido para construir uma bomba atômica até pelo menos 2010. Os Estados Unidos acusam os iranianos de desenvolver seu programa nuclear com o objetivo de criar armas do tipo, mas o país asiático sempre negou isso – argumentando que só busca a tecnologia para fins pacíficos. O resumo do relatório, que se baseia em dados coletados por 16 agências de inteligência americanas, indica com “muita confiança” que o Irã paralisou seu programa para desenvolver armamentos atômicos em 2003 “em resposta à pressão internacional”. O país teria feito “progresso significativo” neste ano na instalação de centrífugas para enriquecer urânio – um processo necessário para produzir o material físsil que é usado numa bomba atômica. O texto também diz, com “confiança moderada”, que o Irã “ainda enfrenta problemas técnicos significativos” na operação do equipamento. “Menos determinado” Em outro trecho, o relatório indica que o Irã parece “menos determinado” em desenvolver armas nucleares do que muitos nos Estados Unidos pensavam. O texto diz, com “confiança moderada”, que o programa para desenvolver bombas atômicas suspenso em 2003 não foi retomado desde então. Nisso, o relatório representa uma reviravolta em relação a outros documentos do tipo, nos quais agências de inteligência americanas alertaram que o Irã estava buscando criar armas nucleares. O conselheiro nacional de segurança americano, Stephen Hadley, disse que as conclusões do relatório confirmam que os Estados Unidos estão certos em ficar preocupados com o Irã e que o presidente George W. Bush tem “a estratégia correta”. O analista de assuntos internacionais da BBC Paul Reynolds disse que o documento apresenta uma análise cautelosa das atividades nucleares iranianas e dá poucos argumentos para aqueles que defendem uma ofensiva militar contra o país asiático. Por outro lado, segundo Reynolds, o relatório deve dar mais força àqueles que querem a adoção de mais sanções contra o Irã, visto que, no passado, esse tipo de pressão funcionou. |
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