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Atualizado às: 03 de dezembro, 2007 - 21h39 GMT (19h39 Brasília)
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Relatório dos EUA minimiza riscos de arma nuclear do Irã
Instalação nuclear iraniana em Isfahan
Irã estaria “menos determinado” em desenvolver armas atômicas
O resumo de um relatório de inteligência dos Estados Unidos, divulgado nesta segunda-feira, indica que é improvável que o Irã tenha suficiente urânio enriquecido para construir uma bomba atômica até pelo menos 2010.

Os Estados Unidos acusam os iranianos de desenvolver seu programa nuclear com o objetivo de criar armas do tipo, mas o país asiático sempre negou isso – argumentando que só busca a tecnologia para fins pacíficos.

O resumo do relatório, que se baseia em dados coletados por 16 agências de inteligência americanas, indica com “muita confiança” que o Irã paralisou seu programa para desenvolver armamentos atômicos em 2003 “em resposta à pressão internacional”.

O país teria feito “progresso significativo” neste ano na instalação de centrífugas para enriquecer urânio – um processo necessário para produzir o material físsil que é usado numa bomba atômica.

O texto também diz, com “confiança moderada”, que o Irã “ainda enfrenta problemas técnicos significativos” na operação do equipamento.

“Menos determinado”

Em outro trecho, o relatório indica que o Irã parece “menos determinado” em desenvolver armas nucleares do que muitos nos Estados Unidos pensavam.

O texto diz, com “confiança moderada”, que o programa para desenvolver bombas atômicas suspenso em 2003 não foi retomado desde então.

Nisso, o relatório representa uma reviravolta em relação a outros documentos do tipo, nos quais agências de inteligência americanas alertaram que o Irã estava buscando criar armas nucleares.

O conselheiro nacional de segurança americano, Stephen Hadley, disse que as conclusões do relatório confirmam que os Estados Unidos estão certos em ficar preocupados com o Irã e que o presidente George W. Bush tem “a estratégia correta”.

O analista de assuntos internacionais da BBC Paul Reynolds disse que o documento apresenta uma análise cautelosa das atividades nucleares iranianas e dá poucos argumentos para aqueles que defendem uma ofensiva militar contra o país asiático.

Por outro lado, segundo Reynolds, o relatório deve dar mais força àqueles que querem a adoção de mais sanções contra o Irã, visto que, no passado, esse tipo de pressão funcionou.

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